automutilação ferir o corpo para silenciar a mente

Automutilação: ferir o corpo para silenciar a mente

O que é automutilação?

A automutilação é mais comum na fase da adolescência, os quais passam a se ferir com cortes em sua própria pele, deixando uma cicatriz no corpo (normalmente os braços são os locais mais comum).

Mas os cortes são apenas uma dentre tantas outras formas de automutilação, que pode ser em forma de: arranhões, queimaduras, mordidas, porém os cortes são os mais frequentes.

Mas quando esses comportamentos costumam acontecer?

Geralmente em um momento em que o sujeito passa a vivenciar uma experiência emocional muito angustiante, causadora de muita dor e sofrimento, este não encontra meios de verbalizar tal dor, deste modo, ele transfere sua sobrecarga emocional para o seu corpo, com o intuito de buscar alívio de uma dor psíquica, a qual é convertida em dor física.

Mas porque o seu corpo?

O corpo é um instrumento que nos permite estar conectado no mundo e expressar a nossa subjetividade. A imagem corporal pode transmitir aos outros e a nós mesmos mensagens de sucesso e/ou fracasso, dependendo da relação que estabelecemos com nosso corpo.

Na automutilação, o indivíduo se encontra incapaz de conter o excesso de angústia e sofrimento, fazendo com que o psiquismo transborde para o seu corpo, e assim, na buscar pela fuga do sofrimento o indivíduo acaba sacrificando uma parte de seu corpo no intuito de proteger-se da dor e descarregar os afetos que o ameaçam. Ele se submete a um sofrimento para tentar se livrar de outro.

Automutilação: quais os riscos?

Tal comportamento é muito perigoso e pode levar a uma compulsão, pois ele passa a gostar do alivio e vai progressivamente aumentando a frequência dos cortes, potencializando a gravidade e aumentando os riscos de provocar inflamação, amputação, risco de suicídio, entre outros.

Causas:

É preciso compreender que no comportamento de automutilação está presente o sentimento de culpa e o desejo (inconsciente) de autopunição. 

Pode também estar presente a agressividade dirigida a si mesmo, a qual pode ser uma defesa contra a agressividade dirigida ao exterior. Os sofrimentos que tornam-se difíceis de serem nomeados, simbolizados e expressos em palavras e o desejo de atacar o outro podem se tornar um auto ataque.

Como ajudar:

Nos casos de paciente que pratica a automutilação, são de suma importância o tratamento com um profissional, o qual como em todo sintoma, irá investigar sua dinâmica psíquica, suas relações afetivas, seus vínculos parentais e as pressões emocionais a que o sujeito está submetido.

É importante atentar se, pois a automutilação pode estar relacionada, ainda, a outros transtornos psicológicos (depressão, ansiedade, obsessão, etc.)

Tratamento:

O Psicólogo/Psicoterapeuta irá auxiliar o sujeito a falar de seus sentimentos, a se posicionar diante do outro, a identificar suas potencialidades, a resgatar sua autoestima e a desenvolver sua capacidade de lidar com seus conflitos.

Quanto antes for procurada ajuda psicológica para casos como estes, maiores são as chances de progressos.

É de suma importância lembrar que a automutilação não é frescura, birra, mas sim um pedido de ajuda de um indivíduo que está em seu limite de sofrimentos psíquico.

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Comentários:

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Patricia Maciel Chiquinha
1 ano atrás

Entrando para esse mundo agora ?

Lahh Cas
1 ano atrás

Eu tô passando por isso, muita gente acha que é frescura e coisa de gente retardada isso não é brincadeira. Esses meses eu fiquei tão sobrecarregada de sentimentos de raiva , tristeza e solidão que parecia que minha cabeça ia explodir. Eu tinha levado um soco na cara meus pais tavam brigando e me xingando eu tava tão mal com tudo aquilo que resolvi me cortar com aqueles negócios do apontador eu peguei e cortei minha mão no começo doeu mais eu tava tão focada em mim mutilar que eu esqueci de todos os sentimentos e aquela dor na alma… Read more »

Aldeir Paiva
2 anos atrás

ASSUSTADOR

Sabrina Quintiliano
2 anos atrás

Adorei o artigo, me fez ver que não sou maluca e não faço isso atoa. Muito obrigada.