Falta de autoestima: como melhorar a sua autoimagem

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A falta de autoestima pode prejudicar muitas áreas da nossa vida. Tudo o que fazemos está diretamente relacionado à como nos vemos. Quando conseguimos ver as nossas qualidades e usá-las ao nosso favor, levamos uma vida mais feliz e satisfatória.  

Temos, ainda, motivação para correr atrás de sonhos, construir amizades que nos querem bem e traçar planos profissionais para o futuro. Afinal, autoestima não é apenas se sentir bonito ou atraente. A vontade de se arrumar é, na verdade, um reflexo do que sentimos lá dentro. 

As demais áreas de nossa vida também são afetadas (e muito) pela nossa autoestima. O problema é quando não conseguimos enxergar nada, ou bem pouco, de bom em nós mesmos.

A vida perde a graça e passamos a viver por obrigação ou à espera de um milagre para levar o desânimo embora. É por isso que muitas pessoas buscam satisfazer a si mesmas com objetos ou experiências externas: compras, comida, status, vida social, trabalho, entre muitos outros.

Esse problema, porém, não pode ser resolvido apenas por meio de fatores externos, fora de nosso controle. Para recuperarmos a autoestima, precisamos começar de dentro para fora.

Identificando a falta de autoestima 

O que você responderia às perguntas: “qual é a sua melhor qualidade?” ou “o que você mais gosta/admira em você mesmo?” ou “o que acha que seus pais/amigos/colegas de trabalho/chefe pensam de você?”.

Se você não conseguiu encontrar nada positivo para dizer, é provável que a imagem refletida em seu espelho interno não lhe agrade. 

Avaliar a opinião que você tem de si mesmo é o primeiro passo para identificar a falta de autoestima. Esta nasce quando temos uma abundância de opiniões, sentimentos e conceitos negativos sobre nós mesmos.

Cada pessoa tem histórias próprias por trás de suas crenças negativas. Muitas delas contêm situações altamente estressantes de bullying, problemas financeiros, relacionamentos tóxicos, entre outras vivências marcantes.

Porém, não há exatamente uma fórmula uma vez que a falta de autoestima também pode se originar do estilo de vida atual, não tendo necessariamente conexão com eventos passados. 

A vida que levamos hoje, de compromissos infindáveis e pressões sociais, pode afetar a nossa saúde mental profundamente se não tivermos mecanismos para lidar com o estresse. Para identificar autoestima baixa, devemos estar dispostos a explorar cada detalhe de nossas vidas.

Essa autoavaliação, no entanto, deve ser feita com carinho. Pessoas com autoestima baixa tendem a ser pessimistas e focarem demais em seus defeitos. Além disso, se sentem culpadas por possuí-los.

Essa atitude dificulta o processo de reflexão. Todo mundo tem algo de bom para oferecer ao mundo, mesmo que você ainda não consiga identificar exatamente o que.

Autoimagem e autoestima se completam

Enquanto a autoestima está relacionada ao amor que temos por nós mesmos, a autoimagem é quem nós pensamos ser. Ela engloba traços de personalidade, comportamento e aparência física.

Por exemplo, uma pessoa pode ter apreço por si mesma por tirar notas boas ou receber muitos elogios por seu trabalho. Na visão dela, esse lado ‘produtivo’ é um de seus melhores atributos. A autoimagem, a maneira como ela se vê, é extremamente positiva em relação a esta característica.

Mesmo assim, esta mesma pessoa pode estar com autoestima enfraquecida e ter sentimentos contrários em outras áreas de sua vida. Pode, ainda, não se achar boa o suficiente para ter um relacionamento estável ou ter uma moradia de seu gosto, ou realizar um sonho antigo.

Apesar de serem conceitos semelhantes, possuem características distintas que, no cenário perfeito, se complementam. 

Pode-se afirmar que a autoestima aumenta a nossa autoimagem e vice-versa. Quanto mais sentimentos positivos tivermos sobre nós mesmos, mais fácil é para construir uma autoimagem favorável. A falta de autoestima reflete uma autoimagem negativa, muitas vezes incoerente com quem realmente somos.

Nesse caso, as perguntas a serem respondidas são: “como você se vê?” ou “como você se vê perante aos outros?” ou “como você se descreveria?”.

Sinceridade: caminho para uma autoimagem saudável

A nossa autoimagem, normalmente, é também construída com o auxílio de valores e conceitos externos. 

A sociedade diz que para ser bem sucedido precisamos agir de determinada maneira. Quando não conseguimos seguir essa regra, nos colocamos em uma caixa. É como um instinto de sobrevivência.

Agir dessa maneira, porém, não nos ajuda. Sentimo-nos mal, estagnados, sem realizações pessoais. Consequentemente, cobramos um nível de perfeição inatingível de nós mesmos. Só então notamos a falta de autoestima

Em outras palavras, tentar viver uma vida baseada nas expectativas dos outros não é saudável. Para o bem de nossa saúde física e mental, precisamos nos libertar das amarras que nos impede de viver a nossa personalidade em sua totalidade.

O caminho para recuperar a autoestima é contínuo e, acima de tudo, sincero. Requer constante auto-observação, disposição para mudar e, principalmente, autoconhecimento. É através dele que podemos identificar quem realmente somos e desejamos nos tornar para ter uma vida mais feliz.

Dicas para construir uma autoimagem forte

Reflita sobre quem você é 

Reflita sobre o momento de sua vida em que você se encontra hoje. Se não é como o desejado, pense nas razões por trás disso. Em seguida, analise os fatores que podem ser modificados para melhorar a sua vida.

Faça isso tanto para questões físicas, como a casa que você gostaria de ter, e pessoais, como a imagem que gostaria de transmitir para as pessoas ou como gostaria de se portar em determinados locais.   

Com esse panorama abrangente de sua vida atual e da vida desejada, você saberá quais pontos precisam de maior atenção para extinguir a falta de autoestima

Você já pode, assim, começar a traçar planos para alcançar os comportamentos ideais. Estabeleça metas fáceis para começar. Por exemplo, “na próxima reunião de trabalho, expressar opinião sem medo”.

Seja sincero consigo mesmo

Por que você tem uma imagem negativa sobre você? Por que você acha que não é uma pessoa merecedora de coisas boas? 

Nem sempre é possível encontrar respostas concretas para essas perguntas, mas, com a ajuda delas, podemos começar a entender nossos próprios pensamentos e sentimentos.

Temos medo de encarar o que há de negativo em nossas vidas. É só com esse esforço, contudo, que conseguimos encontrar o que há de bom. Sinceridade é essencial para encontrar as respostas certas.

Aprenda a perdoar os seus erros

Pessoas com falta de autoestima não conseguem ver além de suas falhas nem reconhecer suas conquistas. Elas têm dificuldade para aceitar elogios porque estão focadas demais nas coisas que, segundo elas, fizeram de errado. 

A autocrítica em excesso é prejudicial, pois, não nos deixa seguir em frente. Permanecermos congelados no tempo, remoendo eventos passados e alimentando a culpa que exige de nós apenas perfeição.

O perdão é capaz de nos libertar. Não somos seres perfeitos, então, não faz sentido cobrar algo que nunca vamos atingir. Ao exercitarmos o autoperdão diariamente (porque não é um processo mágico, da noite para o dia), nos tornamos livres para recomeçar.

Faça exercícios de autoapreciação

Se falta de autoestima é o resultado de pensamentos e crenças negativas, que tal substituí-las por contrapontos positivos para obter o efeito contrário? Escreva todas as suas qualidades, mesmo que acredite serem poucas. Liste o que você gosta em você, até mesmo os detalhes que parecem bobos. 

Faça isso sempre que quiser, principalmente quando estiver sentindo-se triste ou desanimado. Dessa forma, você estará alimentando seu cérebro com informações positivas sobre si mesmo.

Além disso, quando tiver seu trabalho reconhecido ou receber elogios, anote as qualidades que lhe ajudaram a conquistar esse resultado. Se tiver problemas para reconhecê-las, pergunta a alguém próximo. Com a prática, você conseguirá compreender quais são seus pontos fortes e a melhor maneira de evidenciá-los. 

Peça a opinião das pessoas

Da mesma forma que, para nós, é mais fácil identificar os defeitos e qualidades de outras pessoas, o mesmo é valido para elas. 

Como estamos vendo de fora, como um observador, formamos uma opinião objetiva, sem floreios. As pessoas que convivem conosco, portanto, podem apontar características em nós que não conseguimos ver. 

Pergunte aos seus amigos e familiares de confiança o que eles mais gostam em você e quais pontos você poderia melhorar. Aqui, de novo, ressalta-se a necessidade de ser sincero para aceitar as opiniões alheias e colocá-las em prática.

Veja o lado positivo 

Quando estiver estressado ou se deparar com situações ruins, como um imprevisto ao resolver uma pendência, procure o lado positivo. É provável que existam vários, porém a falta de autoestima nos impede de vê-los. 

A gratidão é uma prática simples que tem o poder de nos direcionar para a positividade. Agradeça por tudo de bom em sua vida até mesmo nos piores momentos. Logo, você conseguirá distinguir o que há de positivo em toda a situação.

Aquela conhecida frase clichê – “é preciso amar para ser amado” – tem um papel importante em nossas vidas. Com uma autoimagem forte, conseguimos aproveitar as oportunidades que chegam até nós. Nos damos permissão para viver mais intensamente.

Por fim, vale a ressalva da importância da terapia nesse processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.