crianças medos

Como lidar com os medos infantis

Como lidar com os medos infantis
1 avaliações

  |  Tempo de leitura: 3 minutos

Todos nós sentimos medo, é um instinto de proteção. Mas existem aqueles medos que não tem qualquer razão lógica. “As crianças, principalmente as menores, sentem muitos temores. Alguns são passageiros e outros demoram mais para passar. Mas a simples presença da mãe ou do pai pode aliviar essa sensação ruim. Afinal, eles são poderosos para as crianças e a segurança de seus braços afasta os perigos reais e/ou imaginários”, diz a psicóloga Adriana de Mattos, parceira da Vittude.

Acontece que a criança tem uma imaginação muito fértil e a usa para aumentar os perigos. “É dever dos pais ouvir e respeitar os medos infantis, procurando ajudar os filhos a superá-los”, fala a terapeuta. Às vezes, o temor não é expresso em palavras. Portanto, vale o alerta: crianças que apanham podem sentir mais ansiedade e agressividade tendo mais medos e pesadelos.

Usar o bom senso e cercar a criança de muito carinho é o melhor caminho para reduzir a ansiedade e evitar maiores traumas. Frases como “não seja bobo” e “você já é grandinho para ter medo disso” não contribuirão para diminuir o temor que ele sente. Ao contrário, podem fazê-lo perder a confiança de compartilhar sentimentos com você. E jamais obrigue seu filho a passar por situações que ele demonstra medo.

O que se espera é que a criança aprenda a dominar seus temores e não ser dominado por eles.

Veja a seguir os medos mais comuns na infância

ATÉ OS 3 ANOS: o grande medo é ser abandonado. A criança se assusta com escuro, barulhos estranhos, luzes fortes e pessoas desconhecidas. Por volta dos 2 anos, a fantasia passa a fazer parte da vida deles e traz “novos fantasmas”. Por isso, os pequenos não querem saber de palhaços ou pessoas fantasiadas, como Papai Noel e Coelho da Páscoa.

COMO VOCÊ PODE AJUDAR: tente evitar expor a criança a estímulos intensos. Se for inevitável, faça de maneira gradativa e suave. Sinta como ela reage antes de prosseguir. Quando o bebê tiver de enfrentar situações novas, que seja feito ao lado do pai ou da mãe. Diante de personagens fantasiados, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se a criança demonstrar qualquer receio, não force.

DOS 4 AOS 6 ANOS: nessa idade as crianças começam a entender que as pessoas nascem, crescem e morrem. Por isso, podem chorar ao ver um coleguinha cair e se machucar. Também se assustam com monstros, fantasmas, escuridão, animais.

COMO VOCÊ PODE AJUDAR: se a criança perguntar sobre morte, não invente histórias mirabolantes, diga a verdade de forma delicada. E sempre permita que o pequeno se expresse e exponha seus medos, dizendo que você está ali a seu lado e nada de mal acontecerá. Explique que alguns personagens como fantasmas, bruxas, monstros só existem nos contos e filmes. Não zombe ou considere bobagem quando a criança revelar seus temores.

DOS 7 AOS 10 ANOS: o medo maior é ser castigado pelos pais ou não ser aceitos pelos amigos.

COMO VOCÊ PODE AJUDAR: explique a importância de combinarem algumas regras e cumpri-las para evitar desentendimentos. E demonstre sempre que há espaço para o diálogo entre vocês. Também é importante trabalhar a auto-estima infantil para que ela sinta segurança no convívio com os colegas.

Quando procurar ajuda?

A linha que separa um medo natural de uma fobia varia de criança para criança. O importante é observar mudanças bruscas de comportamento.

Algumas vezes, mesmo com apoio dos pais e todos os cuidados ao redor, não é possível reduzir os temores e a ansiedade da criança. E então a ajuda de um psicólogo pode ser necessária. Fique atento!

Consultoria: Adriana de Mattos, psicóloga parceira da Vittude. Atende crianças. Marque sua consulta!

Leia também:

Seu filho troca as letras, tem dificuldade de leitura e memorização? Pode ser dislexia 

Stress na Infância, como lidar?