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Habilidades emocionais: o que são e como desenvolvê-las

As habilidades emocionais são muito importantes para qualquer ser humano enfrentar diversas situações de âmbito pessoal e profissional ao longo da vida.

Também conhecidas como soft skills, tais habilidades estão atreladas ao reconhecimento e ao manejo das emoções, tanto para viver de maneira equilibrada como para a construção de relacionamentos mais saudáveis.

Quer se aprofundar no assunto e entender a importância das competências emocionais? Então, continue a leitura e confira tudo neste artigo!

O que são habilidades emocionais e por que são importantes?

As habilidades emocionais vão muito além das hard skills, ou seja, do domínio técnico e da expertise que um indivíduo acumula em determinada área de conhecimento.

Trata-se de um conjunto de competências relacionadas ao comportamento e à interação humana e, por isso, são mais subjetivas e, consequentemente, difíceis de avaliar.

Já se foi o tempo em que somente as habilidades técnicas eram consideradas importantes, seja em âmbito pessoal ou profissional. Hoje, já se sabe que sem as habilidades emocionais uma pessoa não está realmente preparada para enfrentar os desafios e adversidades que a vida impõe.

Basta pensar em algumas situações que são bastante comuns, como uma crise no trabalho ou no casamento, por exemplo. Quem tem as habilidades emocionais bem desenvolvidas consegue manejar as situações de maneira muito mais saudável e equilibrada, afinal, há preparo emocional para o enfrentamento.

Não é à toa que no mundo corporativo as soft skills ganham cada vez mais espaço e relevância. Uma pesquisa realizada no LinkedIn pela consultoria de recrutamento e seleção, Robert Half, apontou que a inteligência emocional é considerada a principal habilidade para bons líderes.

Por que é importante desenvolver habilidades emocionais na infância?

Quanto antes um ser humano for ensinado a lidar com as suas próprias emoções, mais saudável será a sua vida a longo prazo.

Já na infância as crianças precisam encarar momentos de raiva, tristeza, alegria, ansiedade e tantas outras emoções. Se não souberem administrá-las nessa fase, a tendência é que enfrentem ainda mais dificuldades para lidar com situações adversas e de estresse na vida adulta.

É claro que se trata de um desenvolvimento contínuo, afinal, é bastante desafiador aprimorar as suas habilidades comportamentais, mas quanto antes entrarem em contato com tudo o que envolve as emoções, melhor preparados estarão.

Adultos que não têm autoconhecimento, empatia, resiliência, flexibilidade e tantas outras habilidades emocionais tendem a sofrer mais em momentos de crise e mudanças. Isso não significa que não possam se desenvolver, afinal, todo mundo é capaz de aprimorar as suas competências.

Quais são as principais habilidades emocionais?

Existem muitas habilidades emocionais que são importantes de serem desenvolvidas e impactam positivamente a vida pessoal e profissional de um indivíduo.

É importante levar em consideração que você não precisa desenvolver todas elas, afinal, além de serem muitas, é mais estratégico analisar, ao longo das diferentes fases da vida, quais fazem mais sentido para as suas necessidades em cada momento.

Confira, em seguida, quais são as principais:

1. Autoconhecimento

O autoconhecimento é a base de tudo, afinal, se trata da capacidade de conhecer as suas camadas mais profundas, inclusive seus valores, crenças, padrões de comportamento e até mesmo gatilhos que podem gerar emoções negativas.

Ter esse profundo conhecimento é necessário para compreender como tudo isso influencia o seu comportamento e, é claro, encarar as suas limitações e pontos de desenvolvimento com mais otimismo e confiança. 

A partir do autoconhecimento é possível construir mais autoconfiança, autoestima, autopercepção e reconhecer e manejar as emoções com mais clareza e direcionamento.

2. Empatia e escuta ativa

A empatia nada mais é do que a capacidade de enxergar o mundo a partir “das lentes” de outro indivíduo, ou seja, se colocar no lugar da pessoa com a qual você está se relacionando.

Não se trata de concordar ou discordar das situações apresentadas, mas apenas compreender o contexto e as interpretações trazidas.

A empatia, inclusive, está diretamente relacionada à escuta ativa, que se trata de estar focado no momento presente e prestar atenção de forma genuína àquilo que o outro está falando. A preocupação não deve ser provar o seu ponto ou fazer comparações, apenas ouvir de verdade.

3. Resiliência

A resiliência é uma habilidade emocional atrelada à capacidade de se manter firme, ou seja,  enfrentar e superar as adversidades independentemente do quão difícil seja a situação.

Uma pessoa que tem essa competência bem desenvolvida consegue enfrentar cenários desafiadores de maneira mais otimista e sem sucumbir às dificuldades. Por mais doloroso que seja o contexto, apesar de todo o estresse é capaz de encontrar formas de sair da situação mantendo o equilíbrio e a estabilidade.

4. Adaptabilidade e flexibilidade

Nem sempre as coisas saem exatamente como queremos e esperamos e, nessa horas, é bem importante saber gerir as emoções para não se deixar sucumbir pelo estresse, raiva, tristeza ou outros sentimentos.

A adaptabilidade e a flexibilidade são fundamentais nesses momentos, pois diante de mudanças repentinas ou cenários que não saem conforme o planejado é preciso conseguir lidar com o inesperado de maneira mais saudável e equilibrada.

5. Automotivação

Diante de uma situação complexa e dolorosa, muitas vezes é difícil manter a motivação para continuar persistindo nos seus objetivos, não é mesmo?

Nessas horas, ter uma boa dose de automotivação é fundamental, afinal, ser capaz de se manter focado mesmo quando os fatores externos não são animadores é uma habilidade muito valiosa.

6. Colaboração

A colaboração é fundamental, principalmente no âmbito profissional, pois contribui para um trabalho em equipe mais harmônico e eficiente.

Ter clareza sobre as fortalezas de cada um é fundamental para realizar uma distribuição de responsabilidades estratégica, mas é preciso se lembrar de que além das hard skills, é preciso considerar o desenvolvimento das habilidades emocionais de cada um.

A colaboração é essencial para que objetivos em comum sejam atingidos de maneira eficaz e ágil, mas, para isso, é necessário que haja empatia, escuta ativa e outras competências que contribuem para a construção de relações mais saudáveis e humanas.

7. Responsabilidade

A responsabilidade engloba ter cuidado com o que é seu e com aquilo que pertence aos outros também.

Em âmbito individual, se trata de agir de maneira sensata e cumprir com os compromissos firmados. Ao mesmo tempo, diz respeito ao senso de coletivo, considerando como as suas ações podem gerar consequências para as outras pessoas.

Trata-se de algo que deve ser ensinado desde a infância, com atitudes básicas, como guardar os brinquedos e respeitar o espaço do outro. Na vida adulta, a responsabilidade se traduz em diversos comportamentos de aspecto pessoal e profissional, sendo fundamental para construir boas relações e crescer na carreira.

Como desenvolver as habilidades emocionais?

Visto que as habilidades emocionais são comportamentais, é difícil definir uma “receita de bolo” que funcione para todo mundo. A lógica é diferente das hard skills, ou seja, um conhecimento técnico que pode ser adquirido de maneira formal, como por meio de um curso.

No caso das competências emocionais, boa parte desse desenvolvimento vem das experiências e trocas ao longo da vida. Conforme você vivencia novas situações e se relaciona com diferentes pessoas, passa a se desenvolver de diversas formas, pois as situações, sejam elas positivas ou negativas, fazem você se evoluir.

É claro que existem cursos, workshops e livros mais técnicos sobre o assunto, mas é sempre importante reforçar que tudo parte do autoconhecimento quando estamos falando sobre as emoções. 

Se você deseja se tornar uma pessoa mais empática, por exemplo, primeiro precisa entender as suas dificuldades nesse processo e analisar situações em que conseguiu e em que não conseguiu colocar em prática essa habilidade.

Por isso, qualquer atividade ou ferramenta que contribua para o autoconhecimento é válida nesse sentido. Além de estar aberto para vivenciar diversas experiências, outras dicas contemplam:

  • Realizar atividades como yoga e meditação;
  • Pedir feedbacks para colegas do trabalho, amigos ou familiares;
  • Praticar a escrita terapêutica;
  • Coaching;
  • Psicoterapia.

Estes são apenas alguns exemplos, o mais importante é encontrar formas de aprofundar o seu autoconhecimento que sejam eficazes.

Como a psicoterapia contribui para esse desenvolvimento?

A psicoterapia é uma das ferramentas de autoconhecimento mais valiosas que existem, pois permite que o paciente desbrave as suas camadas mais profundas e, portanto, aprofunde o seu autoconhecimento.

Com o auxílio de um psicólogo, ao longo das sessões são trabalhadas as questões e queixas do paciente a fim de conduzi-lo em um processo de autodescobrimento, autoaceitação e desenvolvimento.

A partir do conhecimento dos seus padrões de comportamento, dificuldades, inseguranças e gatilhos, é possível estruturar estratégias de enfrentamento com o objetivo de construir uma vida mais saudável e equilibrada, com habilidades emocionais muito bem desenvolvidas.

É claro que a psicoterapia é apenas uma das formas de se desenvolver e, em conjunto com outras ações, é capaz de proporcionar resultados ainda eficazes.

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Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo freelancer e LinkedIn Top Voice 2019. Autora de "Sentimentos em comum" e "Lola & Benjamin", escreve para inspirar as pessoas a tornarem seus sonhos reais para que tenham uma vida mais significativa.

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