O psicólogo é diferente de um bom amigo

Em 2009, a @folhadespaulo listou “10 pecados” de psicólogos e analistas, trazendo à tona a delicadeza da relação entre o profissional e o paciente.

Na faculdade aprendemos sobre os ‘certos e errados’ da profissão, mas na prática e com o tempo construímos estilo próprio de clinicar, dentro do que segue a linha escolhida por cada um. No entanto, a profissão exige alguns cuidados éticos quanto à postura do psicólogo e do analista.

Desde a primeira sessão, sabemos o quanto é essencial estabelecer vínculo com o paciente. Já estamos esperando que a pessoa venha cheia de expectativas sobre nós. É, então, nosso papel delimitar o rumo da relação.

Assim, devemos sempre lembrar que aquele espaço é do paciente, e os temas ali tratados versarão sobre ele. Não é um monólogo! O analista também fala, mas só trará situação pessoal se o objetivo for terapêutico. O contato físico também deve ser cuidadoso, para que não se confunda com relação afetiva.

Há grande intimidade, mas não amizade. A natureza da confiança construída durante o processo facilita ao paciente abordar questões tão íntimas e pessoais, que até seria injusto exigir imparcialidade dos amigos.

O profissional tem, portanto, o dever de oferecer um espaço neutro e livre de julgamentos, para que o paciente possa falar de si, para si, alcançando cada vez mais segurança e autonomia.

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