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Gestão de saúde: o guia completo para empresas

Você sabe quanto dinheiro sua empresa tem perdido por não fazer uma boa gestão de saúde? 

Atualmente, o gasto das empresas com plano de saúde é o segundo maior. Fica atrás apenas da folha de pagamento. Além disso, estamos enfrentando a maior crise de saúde suplementar já vista no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (ANS), o reajuste anual de 2022 foi de 19%. 

Além disso, depois dos três anos de pandemia que enfrentamos, os brasileiros estão muito mais interessados em cuidar da sua saúde. O que significa que vão usar ainda mais o plano de saúde, aumentando o número de sinistros e, consequentemente, o reajuste do plano. 

E deixar de acompanhar a saúde dos colaboradores pode gerar consequências como:

  • diminuição da produtividade,
  • taxa elevada de turnover,
  • crise da imagem da empresa no mercado,
  • queda de employer branding;

e uma série de outros problemas.

Para evitar este cenário, vamos te mostrar como realizar uma boa gestão de saúde preocupando-se tanto com a saúde física e mental dos funcionários quanto com a sustentabilidade financeira da empresa. Assim, todos ganham! 

Neste artigo, você vai entender:

O que é gestão de saúde?

Não tem nada pior, para um colaborador, do que estar doente e ser cobrado pelos líderes para trabalhar como se estivesse saudável. Ou seja, não ter nenhuma preocupação com o seu bem-estar e menos ainda agir para preservar sua saúde. 

Numa situação como essa, além do mal estar físico que pode estar ocorrendo, o mal estar psicológico é aumentado. Este, definitivamente, é um caminho que você deve evitar.

E a solução para estes e outros problemas está justamente na gestão da saúde dos funcionários. É interessante que ela possua três pilares: diagnóstico, prevenção e monitoramento. 

Isso faz com que, de um lado, você evite colaboradores adoecidos ou consiga ser mais eficaz em identificar as patologias para começar o tratamento o mais rápido possível. De outro, você diminui o absenteísmo e o presenteísmo, ou seja, mantém a produtividade da empresa.

Com isso em mente, podemos elencar como áreas da gestão de saúde:

  • Responsabilidade social
  • Estratégia de saúde
  • Gestão de pessoas
  • Gestão do cuidado
  • Gestão da operação e finanças

Veja, então, que não é uma tarefa simples. Na maioria das vezes, ela fica sob responsabilidade do gestor de Recursos Humanos, mas o ideal é que tenha um caráter multidisciplinar, envolvendo o próprio RH, mas também médicos do trabalho, profissionais de SST, diretores financeiros e outros. 

Junto a isso, é fundamental que a empresa também se preocupe com o clima organizacional e a prevenção de acidentes de trabalho. Afinal, é responsabilidade da empresa fazer a sua parte para que não se torne mais um fator de adoecimento para os próprios colaboradores.

Até porque isso acaba prejudicando a própria empresa, uma vez que, por exemplo, as alíquotas FAP e RAT serão maiores. Assim como a rotatividade de funcionários e os conflitos interpessoais.

Quais os benefícios da gestão de saúde?

Apesar de ser um trabalho complexo, a gestão de saúde tem muitos benefícios relevantes para as empresas que compensam todo o trabalho. Por isso, não deve ser deixada de lado.

Veja só:

Aumento da produtividade

A base da sustentabilidade empresarial são colaboradores produtivos. E a base de colaboradores atuando em alta performance é ter saúde física e mental excelentes. 

Colaboradores descansados e sadios têm um poder de foco muito maior, são mais criativos, mais ágeis e desempenham melhor suas funções. 

Aliás, o relatório Tendências Globais de Capital Humano, de 2018, mostrou que 61% dos trabalhadores afirmam que programas de bem-estar melhoram a sua produtividade.

Saving no reajuste do plano de saúde

Como já dissemos, o plano de saúde é o segundo maior gasto das empresas. Como se isso não fosse suficiente, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras tiveram R$11,5 milhões de prejuízo em 2022. Já é possível dizer que é a pior crise de saúde suplementar da história. 

E quem paga essa conta? O consumidor final, ou seja, empresas e pessoas físicas. Prova disso é que houve um aumento de 20% só em 2022 no valor dos planos de saúde coletivos. 

Isso definitivamente não é bom para os gestores de saúde e significa que nunca foi tão importante acompanhar a utilização dos serviços de saúde pelos colaboradores e – mais importante! – fazer o possível para diminuir esse gasto.

Eis aí a importância enorme da gestão de saúde! Fazendo ações preventivas, tirando dúvidas dos funcionários e entendendo as necessidades deles é possível diminuir este valor e sobrecarregar bem menos as finanças da empresa. 

Diminuição de absenteísmo e afastamentos

Um dos maiores motivos de faltas no trabalho estão relacionadas à questões de saúde. E, entre elas, as principais são de saúde mental. 

Assim, cuidar da saúde dos colaboradores significa mantê-los mais saudáveis e produtivos. Especialmente quando são faltas que se repetem ou, pior, pedidos de afastamentos. 

Isso impacta tanto o caixa das organizações que, dentro da gestão de saúde, fazer uma gestão de afastamentos é algo muito importante. 

E não se trata apenas de monitorá-los; mas, a partir de uma postura ativa, entender os motivos deles e o que a empresa pode fazer para evitar que colaboradores precisem se afastar do trabalho. 

Melhora da felicidade no trabalho

Outro índice cada dia mais importante é o nível de satisfação ou felicidade no trabalho. Um trabalhador infeliz com seu emprego está mais desmotivado, menos produtivo e mais propenso a pedir demissão.

Afinal, assim como a sua empresa foca em employer branding para atrair os melhores talentos do mercado, os profissionais estão cada vez mais em dia com o employee branding, ou seja, nutrindo sua empregabilidade para encontrar as empresas que têm melhores condições de trabalho.

Neste ponto, a gestão de saúde não envolve só cuidar dos colaboradores individualmente, mas certificar-se de que a cultura e o clima organizacionais sejam saudáveis na teoria e na prática. 

Uma reportagem da BBC News Brasil muito veiculada aborda este tema e diz claramente que eles estão ficando menos leais às empresas e mais leais às suas carreiras. 

Prevenção à Síndrome de Burnout e transtornos psicológicos

Boa parte das empresas começou a entender durante a pandemia de Covid-19 que cuidar da saúde mental é urgente. O Brasil tem índices alarmantes de ansiedade, depressão, estresse e Burnout

Segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, 1 a cada 3 colaboradores já teve o diagnóstico de síndrome de Burnout. Ou seja, está num processo de esgotamento profissional já cristalizado e precisa de um tratamento complexo e a longo prazo.

Isso tem um custo altíssimo para as empresas que, além de serem obrigadas por lei a continuar pagando os benefícios de saúde, ainda precisam contratar profissionais temporários ou permanentes para que os colaboradores deem conta das demandas.

Quando isso não acontece e as demandas são repassadas para a equipe que já estava na empresa, esses colaboradores correm o risco de também cair num processo de esgotamento profissional – que aumenta muito se o clima organizacional na empresa não for saudável. 

Num contexto como esse, fazer uma gestão de saúde muito bem feita é a estratégia mais inteligente para todos: colaboradores, RH e organização. 

Qual a importância dos benefícios corporativos?

Oferecer benefícios de saúde é fundamental para cuidar da saúde dos funcionários. Afinal, 70% dos brasileiros têm acesso à saúde suplementar porque o benefício é oferecido pelas empresas (segundo dados da ANS). 

Este é um aspecto considerado tão básico que um levantamento da Pipo Saúde revela, inclusive, que 82% das empresas já oferecem planos de saúde como benefício aos seus colaboradores. 

Ao mesmo tempo, uma pesquisa da consultoria Robert Half mostrou que para 77% dos trabalhadores o plano de saúde é o benefício mais importante. 

Tudo isso mostra como ele é importante tanto para os colaboradores quanto para as empresas, uma vez que se com o benefício existe um número alto de afastamentos e faltas, sem ele a situação seria muito pior. 

Já imaginou como seria se todos os profissionais pudessem contar apenas com o SUS, que já é extremamente sobrecarregado tamanha a demanda da população brasileira? 

Ou seja, investir em benefícios de saúde pode ser caro, mas seria ainda mais caro não fazer isso. 

Benefício de saúde mental

Para além da saúde física, é importante dar uma atenção específica para a saúde mental. Uma vez que o acesso à psicoterapia via plano de saúde é bastante dificultoso e de baixa qualidade. 

Na maior parte das vezes, a demanda por psicoterapia é tão alta que podem não existir psicólogos o suficiente para todos, o que obriga os beneficiários a ficarem numa lista de espera interminável. 

Ainda, o profissional de saúde mental pode não ser especialista na questão específica que fez uma pessoa procurar terapia. Por exemplo, um colaborador que está passando por um luto pode não encontrar ninguém com expertise para tratar do tema. 

E não se pode esperar para olhar para a saúde mental dos colaboradores! Este é um assunto considerado urgente pela Organização Mundial da Saúde. 

Segundo dados da instituição, 71% das pessoas com psicose, por exemplo, não têm acesso a serviços de saúde mental. Nos países de baixa renda, esse número sobe para 88%. O mesmo se aplica a 70% das pessoas com depressão.

Ao mesmo tempo, outro levantamento da Pipo Saúde nos mostra que apenas 4 entre 10 empresas brasileiras oferecem benefícios de saúde mental. 

Isso significa que boa parte dos funcionários da sua empresa pode estar em sofrimento psíquico, o que afeta negativamente seu trabalho, e não ter a quem recorrer. 

Lembra que dissemos que uma das áreas da gestão de saúde é a responsabilidade social? Este é um dos vários reflexos possíveis gerados pela falta de cuidado por parte das empresas. 

Orientações para uma boa gestão em saúde

Uma gestão de saúde eficaz é feita a partir das necessidades da sua população. Lembra que falamos acima sobre o tripé diagnóstico, prevenção e monitoramento?

É no diagnóstico que você começa a entender os principais problemas de saúde que afetam os colaboradores. Afinal, de que adianta fazer uma campanha que previne doenças cardiovasculares se a maior parte da sua população tem doenças reumatológicas?

A partir disso, é possível estruturar iniciativas de prevenção mais eficazes. Muitas vezes, isso faz com que o próprio colaborador identifique uma possível patologia e procure os médicos por conta própria. 

Mas, isso não é suficiente. Algumas pessoas, especialmente homens, só procuram profissionais de saúde quando a doença já está instalada e a recuperação é mais difícil.

Para dar conta de todas as especificidades que envolvem o gerenciamento da saúde corporativa, veja a seguir algumas orientações.

Utilize a tecnologia como aliada

Uma das maiores dificuldades do RH na gestão é ter que lidar com dezenas de plataformas e perder tempo no trabalho operacional. Por isso, procurar plataformas que centralizem todas as demandas e te ajude a fazer este trabalho mecânico é fundamental!

Além de te poupar tempo, vai diminuir os erros em cálculos de descontos na folha de pagamento, taxas relacionadas ao INSS e outras instâncias burocráticas, etc. 

Só isso já seria o suficiente para fazer da tecnologia a sua melhor amiga para a gestão de saúde. 

Além disso, é possível aproveitar softwares – como o People Analytics – para extrair insights baseados em dados dos seus colaboradores e realizar um trabalho que não é só responsável, mas inovador e está alinhado com o futuro.

Entender qual a taxa de adoecimento físico e mental e quais são as doenças e transtornos mais comuns vai te ajudar a montar iniciativas de prevenção, orientá-los em relação a que médico procurar, por exemplo, e ainda monitorar a saúde de cada colaborador. 

Faça de melhorias no ambiente de trabalho

Os funcionários passam, pelo menos, 40 horas semanais no local de trabalho. 

Uma luz fraca, que não faria diferença se a exposição fosse de 2 horas semanais, pode gerar prejuízos. Assim como uma mesa muito alta ou uma cadeira muito mole. 

Resumindo: a ergonomia e as condições do ambiente de trabalho são fundamentais para garantir o mínimo de conforto necessário para que os profissionais possam fazer seu trabalho focados, sem se distrair com desconfortos e sem que isso se transforme em algo mais grave com o tempo. 

Neste sentido, é muito importante que os gestores de RH estejam em diálogo constante com os profissionais de SST de modo a evitar doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. 

Também é interessante perguntar para os próprios funcionários se existe alguma queixa. Muitas vezes um ajuste simples pode evitar problemas maiores no futuro. 

Estabeleça parcerias com academias e outros centros de saúde física

Manter o corpo em movimento é fundamental para manter a saúde em dia. Isso é algo que já foi dito exaustivamente por profissionais de saúde. No entanto, de acordo com dados do SESI, 52% dos brasileiros não pratica nenhum tipo de atividade física. 

Para mudar este quadro, você pode incentivar os colaboradores oferecendo descontos em academias ou oferecendo outros benefícios ligados ao bem-estar físico.

Vale lembrar que deixar de ser sedentário também é uma prevenção de doenças ocupacionais, como dores nas costas, LER (lesão por esforço repetitivo) e muitas outras. 

Ou seja, evita afastamentos e todos os encargos relacionados à responsabilização da empresa pelo adoecimento dos colaboradores. 

Cuide da saúde mental dos colaboradores

De acordo com uma pesquisa recente realizada pela The School of Life com a Robert Half, 42,86% dos liderados afirmaram que o ambiente tóxico da empresa é o principal fator para demissão voluntária. 

Isso corrobora com algumas coisas que mencionamos aqui:

  • cada vez mais são os profissionais que escolhem onde querem trabalhar;
  • a saúde mental tem um peso enorme nessa escolha e no dia-a-dia do trabalho;
  • é necessário cuidar do clima organizacional através de um programa de saúde mental, por exemplo, não só oferecer psicoterapia como benefício.

Essa é a maneira mais eficaz e a que mais vai trazer retorno sob os investimentos feitos. Falando nisso, você sabia que segundo a Hardvard Business Review a cada R$1 investido em saúde mental, R$3, 68 retornam para a empresa?

Conte com empresas especializadas em gestão de saúde

Se fazer uma gestão de saúde com todos os pontos levantados acima parece muito desafiador e até impossível para a estrutura que você tem hoje, é importante você saber que existem muitas empresas que podem atuar como parceiras.

Essas parcerias podem ser gerais ou abordar questões específicas, como a gestão de saúde mental, e te ajudar a estruturar programas de cuidado com a saúde juntamente com o RH e outros profissionais da empresa, como médicos do trabalho e gestores de saúde organizacional. 

A Vittude é a única empresa do mercado especializada em saúde mental corporativa. Nós acreditamos que a saúde mental é indispensável tanto para os próprios colaboradores quanto para a sustentabilidade da empresa, que está justamente nas mãos dos funcionários. 

Nós já ajudamos empresas como o grupo Boticário, L’Oréal, Telhanorte, Olist e muitas outras estruturando programas de saúde mental. 

Nossos serviços estão estruturados sob o tripé diagnóstico, educação e psicoterapia. Assim, abordamos todas as frentes relacionadas ao assunto.

Além disso, o mais importante para nós é que a sua empresa tenha um desfecho positivo. Por isso, as soluções também são personalizáveis de acordo com as suas necessidades. 
Para saber mais, agende uma conversa com um dos nossos especialistas.

Carol Motta

Redatora sênior, especialista em SEO On Page, cientista social e com experiência em conteúdos de saúde e RH. Trabalha para viver num mundo em que as pessoas sejam mais saudáveis e as organizações, mais inclusivas.

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