Employer Branding

Como reter talentos e combater a “epidemia” da demissão voluntária?

A experiência dos funcionários tornou-se uma palavra de ordem para os empregadores que procuram atrair e reter talentos. Justamente por isso só oferecer bons salários e uma sala de descanso não é o suficiente. 

Estamos em uma nova crise no recrutamento e retenção. Em parte, ela foi impulsionada por uma mudança universal na cultura de trabalho. 

Mas também aconteceu depois dos colaboradores cansarem de tantas exigências sendo feitas ao mesmo tempo em que as empresas só pensam no lucro e não no que cada pessoa contratada precisa e espera.

Um estudo da Randstad, multinacional de RH, mostrou que 61% das pessoas recusariam um trabalho que não considerasse o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

Nessa “epidemia de demissões” que acontece atualmente é altamente prejudicial para os empregadores, uma vez que eles investem pesado no desenvolvimento dos funcionários e, na maioria das vezes, apenas para observá-los partindo para outros empregos.

Por esse motivo, as duas últimas décadas presenciaram uma maior ênfase na retenção de talentos. Isso significa que os empregadores precisam fazer de tudo para se diferenciarem e proporcionarem uma experiência de trabalho inigualável.

O desafio é grande? Com certeza, mas é possível enfrentá-lo. 

Estruturamos este guia completo sobre reter talentos que, com certeza, vai te ajudar nessa missão. 

Confira:

O que significa reter talentos na empresa?

Reter talentos significa ser capaz de manter os colaboradores felizes e satisfeitos com a sua empresa. Trata-se, portanto, de um conjunto de ações executadas pelo RH com o objetivo de manter elevada a motivação dos colaboradores.

O foco é criar um ambiente de trabalho agradável e saudável, além de fornecer perspectivas de crescimento – uma das prioridades para os trabalhadores hoje em dia. Dessa forma, são reduzidas as chances do profissional sentir que precisa procurar um lugar melhor para trabalhar.

Veja, então, que não se trata de “manter os funcionários à força”. Afinal, eles são colaboradores ou prisioneiros?

Ao invés disso, você deve fazer de tudo para potencializar sua experiência, atender suas necessidades e manter um diálogo constante para incentivar o seu engajamento. 

É claro que reter talentos é muito complexo, afinal, estamos lidando com expectativas de seres humanos. Ações pontuais não geram resultados duradouros, portanto, para colher os frutos é preciso montar uma estratégia assertiva e, de preferência, baseada em dados. 

Qual é o papel do fit cultural para reter talentos?

Quando o assunto é reter talentos não tem como não falar de fit cultural. Isso porque uma boa retenção de talentos começa com uma atração eficiente, ou seja, uma contratação certeira.

Toda empresa tem uma cultura organizacional. Estamos falando sobre um conjunto de hábitos, valores e comportamentos que guiam os colaboradores como um todo. No momento do recrutamento deve ser analisado se o candidato tem um perfil para se adaptar à cultura da empresa, pois caso não tenha poderá acabar resultando em um pedido de demissão.

É mais fácil reter talentos que tenham um fit mais alto com a cultura da empresa. Essas pessoas se adaptam mais rapidamente aos processos e ao jeito de ser da organização. Trazer profissionais competentes, mas sem nenhum fit cultural pode ser muito prejudicial no médio e longo prazo.

Quais são os benefícios da retenção de talentos?

A retenção de talentos proporciona inúmeros benefícios aos colaboradores e, consequentemente, à empresa como um todo. 

Confira:

Melhora do clima organizacional

O clima organizacional funciona como um termômetro que tem como objetivo avaliar a percepção que as pessoas têm do ambiente de trabalho no qual estão inseridas. Quando elas ficam pouco tempo em uma empresa significa que algo naquele lugar não vai bem e isso tem o poder de impactar todo o clima.

Não é bom trabalhar em um lugar em que está sempre entrando e saindo gente. Isso dificulta a gestão do conhecimento, o andamento de projetos e até mesmo os relacionamentos que os colaboradores criam entre si.

Por outro lado, quando a retenção de talentos está funcionando as pessoas ficam mais tempo na mesma empresa, o que é extremamente benéfico para o clima como um todo.

Diminuição de custos trabalhistas

Contratar e desligar profissionais custa caro. Toda vez que alguém é demitido ou pede demissão, a área de Recursos Humanos precisa dedicar tempo e dinheiro para uma nova contratação.

Tais esforços poderiam ser direcionados para outras necessidades, mas quando a retenção de colaboradores não está indo bem, essa função acaba ocupando mais espaço do que deveria no dia a dia do profissional de RH.

A boa notícia é que reter talentos tem o efeito contrário, contribuindo para diminuir os custos trabalhistas, afinal, o índice de desligamentos cai.

Fortalecimento do employer branding

O employer branding se trata de um conjunto de ações que têm como objetivo criar e manter uma imagem positiva de uma marca para os atuais colaboradores e para o mercado de maneira geral.

Quando a sua empresa é capaz de reter talentos, sabemos que os funcionários ficam mais satisfeitos e felizes. Como consequência, acabam disseminando uma imagem ainda melhor da organização em que trabalham. Isso significa que ter uma boa estratégia de retenção de profissionais contribui para, posteriormente, atrair outras pessoas para trabalharem na empresa.

Afinal, se todo mundo fica bastante tempo trabalhando em um lugar deve ser porque há algo de bom lá, né?

Redução do turnover

O turnover é o índice que indica a rotatividade de funcionários em uma empresa, ou seja, a média de trabalhadores que entram e saem da organização. É claro que é praticamente impossível levar esse indicador a zero, mas é viável traçar estratégias que visem reduzi-lo significativamente.

Uma boa estratégia que vise manter os profissionais mais tempo na sua empresa tem o poder de reduzir essa entrada e saída.

Como identificar colaboradores desmotivados?

O colaborador desanimado, improdutivo, desengajado é o com maior probabilidade de pedir demissão e ir trabalhar numa empresa em que julgue melhor de acordo com as suas necessidades. 

Para evitar que isso aconteça, é importante monitorar alguns indicadores:

  1. Absenteísmo
  2. Queda de produtividade
  3. Mudanças de comportamento
  4. Pedidos de afastamento
  5. Reclamações de colegas ou da própria empresa

Em relação ao último item, é importante fazer uma ressalva. Reclamar é diferente de oferecer críticas construtivas. 

Quando o colaborador insiste em fazer críticas de maneira saudável é porque ele ainda tem esperança de que a empresa possa mudar. Isso não é sinal de desmotivação. Ao contrário, é uma postura muito benéfica para todos. 

As reclamações normalmente começam quando o colaborador vê que nada vai ser feito. Neste caso, sim, ele já está extremamente desmotivado e descontente. Além disso, este hábito pode acabar contaminando outras pessoas e deve ser resolvido.

Não na base da punição, mas de maneira empática: pedindo um feedback honesto e perguntando o que a empresa pode fazer por ele. 

Qualidade de vida e retenção de talentos: qual a relação?

Garantir a qualidade de vida dos seus funcionários não é mais um diferencial, é uma prioridade. A maioria das pessoas deseja trabalhar em um lugar que proporciona mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Estamos falando sobre vários pontos, como flexibilidade de horários, home office e, é claro, incentivo aos cuidados com a saúde física e mental. Levantar a bandeira da qualidade de vida no dia a dia e incluí-la na cultura organizacional é importante para demonstrar às pessoas que essa é uma questão relevante na empresa.

Discurso e prática devem caminhar alinhados. Essa é a única maneira de se manter coerente e evitar a perda de profissionais por conta de Burnout e outras questões que afligem a saúde física e mental das pessoas, levando-as à exaustão.

Hoje, não podemos mais negar que a questão da qualidade de vida está diretamente relacionada à retenção de talentos. 

Como reter talentos? 10 dicas para evitar a rotatividade!

Reter talentos exige uma estratégia bem consolidada e consistente. Só assim é possível enxergar os resultados no médio e longo prazo. Em seguida, confira dicas essenciais para evitar a rotatividade na empresa e manter ótimos profissionais na sua empresa por mais tempo.

Invista em planos de carreira

O plano de carreira se trata de um programa bem estruturado com o objetivo de estipular o caminho que cada profissional deve percorrer dentro da organização. Dessa forma, os colaboradores ficam cientes sobre quais são as competências necessárias para cada cargo, inclusive para crescer na área de interesse.

E por que garantir planos de carreira é importante para reter talentos? Porque todo profissional tem interesse em trabalhar em um lugar que oferece oportunidades e ferramentas para o crescimento.

Sem um plano de carreira você pode ficar sem perspectivas futuras no trabalho e começar a se sentir desmotivado, o que pode acabar resultando em turnover.

Acompanhe o clima organizacional com frequência

Como já falamos, o clima organizacional se trata de um termômetro que avalia a percepção dos colaboradores em relação ao ambiente de trabalho no qual estão inseridos.

Uma empresa com um clima organizacional ruim pode impactar negativamente a produtividade, motivação e felicidade dos profissionais. E ninguém quer trabalhar em um lugar assim, não é mesmo?

Por isso, realizar pesquisas de clima organizacional é importante realizar monitoramentos frequentes em relação à percepção dos funcionários e entender a causa raiz dos problemas.

Cultive uma boa cultura organizacional

A cultura organizacional é o conjunto de costumes, valores e hábitos de uma organização. Trata-se da identidade, ou seja, o DNA da empresa. Funciona como um guia de comportamento e mentalidade para os colaboradores.

Ambientes corporativos com culturas tóxicas podem ser nocivos e afetar a produtividade e felicidade das pessoas. Estamos falando sobre empresas que pregam competitividade excessiva, estabelecem metas inalcançáveis ou até mesmo despriorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Esses são alguns exemplos, mas existem vários tipos de culturas organizacionais tóxicas que podem acabar levando ao aumento da insatisfação e, consequentemente, maior rotatividade de colaboradores.

Contrate profissionais com fit cultural

Como já citado anteriormente, a retenção de talentos começa com um bom recrutamento. Isso porque uma contratação equivocada tem mais chances de ocasionar um desligamento precoce.

Quando o RH está em busca de profissionais para preencher uma vaga não pode deixar de analisar o fit cultural, ou seja, o quanto o perfil do candidato é próximo à cultura da organização.

Vamos supor, por exemplo, que a empresa é muito hierárquica e o profissional que está concorrendo à vaga está totalmente acostumado a trabalhar em uma estrutura mais fluída e sem hierarquia.

É claro que algumas pessoas têm uma capacidade de adaptabilidade maior ou podem estar buscando por mudanças. A questão do fit cultural analisa diversas características e fatores, portanto, não se pode eliminar um candidato só porque ele não condiz com um ponto da cultura da empresa.

De qualquer forma, o que deve ficar claro é que se o fit cultural é um ponto importante e deve ser levado em consideração no momento da contratação.

Reconheça um bom trabalho

Todo ser humano sente necessidade de ter o seu trabalho reconhecido. No ambiente corporativo não é diferente: os seus colaboradores desejam receber diferentes tipos de reconhecimentos por um trabalho bem feito.

Existem várias maneiras de se fazer isso, por exemplo, bonificações salariais, benefícios extras ou até mesmo um reconhecimento diante do time. Às vezes, o que as pessoas mais precisam para se sentirem motivadas é um “Muito obrigada, você fez um ótimo trabalho!”.

E é claro que funcionários que sentem que seus trabalhos são valorizados tendem a se sentir mais satisfeitos e felizes.

Conte com lideranças bem preparadas

As lideranças têm um papel importantíssimo quando o assunto é retenção de talentos. Em casos mais agudos, um líder mal preparado pode se tornar o motivo de um pedido de desligamento, ou seja, a empresa acaba perdendo ótimos profissionais porque não treinou adequadamente as suas lideranças.

Nunca podemos nos esquecer de que ser um líder é diferente de ser um chefe, ou seja, é preciso ter bagagem técnica, mas também é necessário saber lidar com pessoas.

Além de direcionarem, darem feedbacks e orientarem, as lideranças de uma empresa também são figuras aspiracionais e guardiões da cultura, ou seja, são profissionais que acabam servindo de modelo para outros colaboradores.

Dedicar tempo e dinheiro em treinamentos adequados para a liderança é essencial para garantir uma estratégia de retenção de talentos eficaz.

Crie uma cultura de feedback

Por incrível que pareça, não são todas as empresas que contam com uma cultura de feedback bem estabelecida. Garantir ciclos frequentes de feedback é necessário  para que se crie o hábito e todos os colaboradores entendam a importância dessa ferramenta.

É durante um momento formal de feedback que líder e liderado avaliam erros, acertos, conquistas, falhas, melhorias e criam um plano de desenvolvimento. Sem isso, muitos profissionais podem se sentir perdidos e, consequentemente, desmotivados.

O feedback é valioso para reconhecer um bom trabalho, avaliar rotas corretivas quando a pessoa não está performando conforme o esperado e também para traçar um plano de ação com foco na promoção.

Possibilite o home office

A pandemia já acabou, mas algumas mudanças vieram para ficar. É fato que o home office ainda é uma das maiores preferências dos colaboradores. 

Na verdade, 43% dos colaboradores pediriam demissão se tivessem que trabalhar presencialmente todos os dias. É o que diz um estudo encomendado pelo Quinto Andar e a Imovelweb. 

Diante desses dados, é importante se questionar se realmente é vantajoso obrigar os colaboradores a passarem horas no transporte público ou particular, ter mais gastos com escritório e ainda vê-los insatisfeitos com a organização só para que eles estejam mais próximos da cultura.

Se o período de isolamento social nos mostrou algo, é que existem muitas alternativas possíveis. O ideal é que o colaborador possa escolher o que faz mais sentido para ele. Porque, mesmo que a maioria prefira trabalhar de casa, ainda há os que preferem ir ao escritório.

Um bom meio termo é o modelo híbrido, que atende quase todos. 

Que tal repensar sua estratégia em relação ao modelo de trabalho para reter talentos?

Incentive o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Todo mundo gosta de ter um emprego que não consome todos os aspectos de sua vida. É óbvio. Ajudar a equipe a encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é algo que ajuda a atrair e reter os melhores candidatos.

Pode ser difícil estar em condições de oferecer aos funcionários horários de início e término flexíveis, mas, se for possível, é definitivamente recomendado.

No entanto, se você puder garantir que haja oportunidades para a equipe lidar com surpresas e problemas em sua vida pessoal, isso é muito atraente para reter talentos e funcionários atuais.

Ofereça benefícios corporativos diferenciados

Está enganado quem ainda acredita que o salário é o único fator motivacional para manter um profissional por mais tempo em uma empresa. É claro que é importante, mas de nada adianta oferecer um enorme salário se todo o resto não anda bem.

Os benefícios corporativos ajudam a complementar essa balança. Hoje em dia, as organizações já oferecem vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde.

Mas o exercício que precisa estar no radar do RH é o seguinte: como ir além e atender as necessidades mais atuais dos colaboradores?

Elas serão diferentes para cada um, porém, é um fato que a saúde mental é uma preocupação constante. E isso envolve tanto oferecer psicoterapia como benefício quanto modificar a própria empresa para tornar a rotina de todos mais saudável. 

Ter um olhar atento em relação ao tratamento e prevenção de distúrbios mentais é essencial, afinal, não é novidade que a depressão já é uma das principais causas de afastamento do trabalho.

Investir na psicoterapia como um benefício corporativo é bom para o colaborador e para a empresa, pois todo mundo sai ganhando. 

Infelizmente, esse ainda é um serviço elitizado no Brasil e existem diversos tabus em relação à saúde mental. Muitas pessoas convivem com ansiedade, depressão e outros problemas e não procuram ajuda porque têm preconceito ou simplesmente porque não têm acesso.

Por isso, cuidar da saúde mental pode ser complexo. Aliás, quanto mais a empresa se recusa a olhar para esta realidade, mais adoecidos ficam e ficarão os colaboradores. 

Você quer que sua empresa continue existindo no futuro? Então você precisa de colaboradores saudáveis!

A Vittude é a empresa líder no mercado de saúde mental corporativa. Nós já ajudamos empresas como o Grupo Boticário, Vivo e L’Oréal. 

Já são mais de 650 vidas impactadas, porque os profissionais que cuidam da saúde dos colaboradores não ignoraram este problema. 

Podemos te ajudar com o principal ativo para retenção de talentos: a qualidade de vida dos seus colaboradores. 

Nosso ecossistema de saúde mental não é uma solução pronta e massificada. Ele se adapta às necessidades da sua empresa e é construído a partir de uma relação próxima com nossos clientes. 

Converse com um dos nossos especialistas para saber como podemos te ajudar a reter talentos!

Carol Motta

Redatora sênior, especialista em SEO On Page, cientista social e com experiência em conteúdos de saúde e RH. Trabalha para viver num mundo em que as pessoas sejam mais saudáveis e as organizações, mais inclusivas.

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