Falta de motivação no trabalho: quais as principais causas?

A falta de motivação no trabalho é um dos grandes vilões das empresas. Quando as pessoas não estão motivadas, a tendência é que o desempenho e os resultados despenquem. Afinal, um trabalho é muito melhor executado quando o engajamento e a satisfação estão lá em cima, não é mesmo?

Para traçar estratégias eficientes que serão capazes de reverter um cenário desfavorável é preciso entender as suas causas. Vários fatores podem contribuir para a falta de motivação e o primeiro passo é identificá-los para, então, promover mudanças significativas.

Neste artigo, você poderá conferir informações essenciais sobre o assunto para começar a repensar como lidar com a motivação baixa na sua organização. Continue  a leitura!

O que é a falta de motivação no trabalho?

A motivação no trabalho está relacionada à vontade que uma pessoa tem de se manter em um determinado emprego e realizar um bom trabalho. É o sentimento que move as ações dos colaboradores no ambiente organizacional e determina o seu nível de comprometimento – quanto maior a motivação, melhor é o desempenho e a produtividade.

Por outro lado, a falta de motivação é justamente o contrário. Trata-se de um contexto em que o profissional não tem fatores internos ou externos que o motivem a executar um bom trabalho e elevar os resultados. Essa insatisfação compromete bastante o crescimento da empresa como um todo e pode afetar o clima organizacional.

Qual é a importância da motivação no trabalho?

A motivação é importante por vários motivos, mas, no geral, é válido ter em mente que toda a organização é impactada negativamente quando os colaboradores estão desmotivados. Em seguida, confira os principais benefícios dos altos índices de motivação:

Melhora nos resultados

Quando um profissional está feliz e satisfeito com o seu emprego, provavelmente se sentirá mais motivado para entregar um trabalho acima das expectativas. Basta pensar na vida no geral: quando estamos empolgados com algo e queremos fazer acontecer, temos um desempenho muito melhor naquilo que nos propomos a executar, não é mesmo?

Aumento da produtividade

A motivação elevada também é importante para aumentar a produtividade. Colaboradores com falta de motivação no trabalho acabam procrastinando e cometendo mais falhas por desatenção.

Melhora do clima organizacional

O clima organizacional é muito prejudicado por funcionários desmotivados, pois eles tendem a ser mais pessimistas e desengajados, o que pode até mesmo contaminar outros profissionais.

O que pode causar falta de motivação no trabalho?

Existem muitos fatores que podem contribuir para a falta de motivação no trabalho. Para realizar um diagnóstico certeiro, é recomendado conversar com os colaboradores para entender o que está afetando negativamente o dia a dia organizacional.

Confira, em seguida, algumas das principais causas da desmotivação:

Salários baixos

Os salários baixos costumam ser um ponto de grande insatisfação para muitos profissionais. O que acontece é que nem todas as empresas conseguem oferecer uma faixa salarial tão competitiva em relação ao mercado e, nesses casos, é interessante apostar em benefícios complementares.

Falta de reconhecimento

Não são apenas os incentivos financeiros que contribuem para a falta de motivação no trabalho. A falta de reconhecimento também costuma ser um ponto de reclamação bem alto em muitas organizações.

Quando os profissionais executam um bom trabalho e não são reconhecidos por isso, a tendência é que os níveis de engajamento e satisfação caiam drasticamente.

Por isso, é fundamental que as empresas contem com programas de reconhecimento e treinem as suas lideranças para cultivarem este hábito com seus times.

Benefícios pouco atrativos

Os benefícios corporativos podem ser grandes aliados na questão da motivação no trabalho. Quando estratégicos e bem estruturados, se tornam um diferencial da empresa capaz de atrair e reter talentos.

A grande dica aqui é oferecer benefícios que vão de encontro às reais necessidades dos colaboradores, abraçando questões que nem sempre são levadas em consideração, como cuidados com a saúde mental.

Metas inatingíveis

Algumas empresas traçam metas irreais, que são inatingíveis e desmotivam os funcionários. Existe uma linha muito tênue entre aquilo que é empolgante e desafiador e aquilo que faz com que os profissionais se sintam incapazes.

As metas devem ser muito bem traçadas e analisadas de acordo com a realidade de cada cargo e função para que contribuam positivamente para o dia a dia de trabalho.

Lideranças despreparadas

Os líderes de uma empresa centralizam uma imagem importante dentro da empresa, tanto em relação ao conhecimento técnico como à gestão de pessoas. Devem ser profissionais inspiradores e preparados para lidar com desafios e conflitos.

Quando as lideranças não são treinadas de forma adequada, acabam cometendo erros graves e se tornando um fator de desmotivação na organização. Alguns exemplos de comportamentos nocivos são:

  • líderes autoritários;
  • líderes que praticam microgerenciamento;
  • líderes que não priorizam a gestão de pessoas;
  • líderes que não reconhecem um bom trabalho.

Ausência de plano de carreira

O plano de carreira se trata de um programa bem estruturado que tem como objetivo estipular as possibilidades de caminhos que cada profissional pode percorrer dentro da empresa.

Trata-se de uma ferramenta muito importante para elevar os níveis de motivação, afinal, todo profissional deseja ter perspectivas de crescimento no seu emprego.

Além disso, é benéfico para atrair e reter talentos, formar um pipeline de liderança e contar com colaboradores muito melhor preparados.

Gestão entrópica

A entropia é a medida da desordem de um sistema. Todas as formas de organização caminham para a desorganização e morte. As próprias empresas são uma forma de organização que, portanto, estão sujeitas ao processo entrópico.

Quando uma empresa tem uma gestão entrópica acaba resultado em desorganização e fracasso, ou seja, a morte do próprio sistema. E é claro que um contexto como este gera desmotivação, afinal, uma gestão que não consegue organizar de maneira eficiente o dia a dia dos colaboradores não contribui positivamente para a felicidade, satisfação e engajamento.

Baixo fit cultural

Um recrutamento bem executado tende a reduzir problemas relacionados ao baixo fit cultural. No entanto, quando este ponto não é analisado com cuidado no momento da avaliação de candidatos, contratações equivocadas podem ser feitas.

Com isso, a longo prazo, a ausência de fit cultural se torna um problema, pois o profissional não se identifica com os valores e a forma de trabalhar da empresa. Consequentemente, isso se torna um fator de desmotivação.

Falta de clareza dos objetivos

Outro ponto que também impacta na falta de motivação é a falta de clareza em relação aos objetivos e metas a serem atingidas. Empresas que não se organizam de forma adequada em relação às responsabilidades de cada funcionário acabam lidando com profissionais desengajados.

Afinal, para executar um bom trabalho todo mundo precisa ter clareza sobre os objetivos finais, ou seja, o que estão buscando. Sem isso fica difícil, né?

Problemas de saúde mental

Depressão, Síndrome de Burnout e ansiedade no trabalho são apenas alguns dos tipos de transtornos mentais que podem afetar a motivação de um colaborador. O tabu em torno deste assunto fez com que, por muitos anos, as empresas não olhassem para tais questões com a seriedade que merecem.

Quando uma pessoa está enfrentando um problema de saúde mental, é muito comum que não consiga executar o seu trabalho da melhor forma, perca o brilho nos olhos e o interesse pela vida profissional. Ela está  sofrendo e precisa de ajuda para se sentir motivada novamente.

Hoje, já se sabe que bilhões de reais são perdidos pelas empresas brasileiras por adoecimento psicológico, faltas e baixa produtividade. Por isso, dar uma atenção especial aos cuidados com a saúde mental dos funcionários é fundamental para evitar problemas de falta de motivação no trabalho.

Como lidar com a falta de motivação no trabalho?

Agora que você já conheceu as principais fontes de desmotivação no trabalho, chega a hora de entender como lidar com este problema. Ou seja: o que pode ser feito na sua empresa para elevar os índices de motivação. Confira algumas ideias de estratégias:

1. Crie um programa de reconhecimento profissional

Como foi citado ao longo deste artigo, pouco ou nenhum reconhecimento profissional contribui para a falta de motivação no trabalho. Para tratar esta questão, a recomendação é criar um programa de reconhecimento profissional, que tem como objetivo valorizar o trabalho dos colaboradores.

É possível fazer isso de diversas formas que vão além das recompensas financeiras que, apesar de importantes, não são a única forma de motivar um funcionário.

Entre os principais tipos de programas, podemos citar a comissão por vendas ou participação nos lucros da empresa; bônus no salário por metas atingidas; meritocracia e prêmios.

2. Estruture um programa de plano de carreira

O plano de carreira bem estruturado também é fundamental para garantir um quadro de colaboradores motivados. É importante porque todo profissional deseja ter clareza sobre as suas possibilidades de crescimento dentro de uma empresa.

Portanto, sem o plano de carreira, a tendência é que se sintam sem rumo e perspectivas no emprego. O resultado? Maiores taxas de turnover.

3. Faça uma gestão de metas clara e realista

A gestão de metas só funciona se for desafiadora na medida certa. Toda empresa deseja crescer, é claro, mas isso não significa traçar metas irreais, que não serão atingidas no prazo estipulado e com os recursos disponíveis.

É preciso ser claro nessa definição e oferecer aos colaboradores tudo aquilo que eles podem precisar para atingir os objetivos propostos. Eles devem sentir que têm suporte da organização e não que precisam superar barreiras impossíveis para serem valorizados e reconhecidos.

4. Ofereça treinamentos

Focar no desenvolvimento também é uma estratégia importante para elevar a motivação, pois demonstra que a empresa valoriza os funcionários e se preocupa com o crescimento de cada um.

Para as lideranças, os treinamentos são essenciais porque são os profissionais responsáveis por motivar, inspirar e direcionar seus times. Se não estiverem preparados para os desafios do cargo, com certeza se tornarão um fator de desmotivação.

Ao mesmo tempo, os demais colaboradores também têm necessidades e pontos a desenvolver que precisam de atenção. Ter um bom programa de capacitação estruturado é fundamental para o crescimento de todos na organização.

5. Estruture um bom processo de recrutamento

O recrutamento é a ponta do iceberg. Se não for bem executado, vários problemas surgirão com o passar do tempo. Por isso, é necessário que o time de RH tenha processos claros e bem executados para atrair e selecionar talentos com fit cultural e que se encaixe nas especificidades das vagas em aberto.

Vale a pena ressaltar que hoje a tecnologia é uma grande aliada do time de Recursos Humanos, sendo essencial para tornar a área mais estratégica e eficiente por meio da otimização e automatização de processos.

6. Crie uma cultura de feedbacks

Uma pesquisa realizada pela FIA Employee Experience (FEEx) em 2020 revelou que a cultura de feedback é o tema relacionado à liderança com pior resultado. Por volta de 20% dos profissionais brasileiros apontaram que sentem que não recebem feedbacks o suficiente. Preocupante, né?

Uma cultura de feedback tem um papel importante e estratégico dentro de uma empresa. É uma ferramenta necessária para orientar e motivar os colaboradores, pois aponta o que precisa ser melhorado, valoriza o que foi bem feito e aponta caminhos para o desenvolvimento.

7. Revise o plano de benefícios corporativos

Bom, se estamos falando sobre motivação, os benefícios corporativos não podem ficar de fora. Este também é um ponto de atenção que precisa ser analisado com cuidado dentro das organizações, pois pode influenciar positiva ou negativamente a satisfação dos colaboradores.

A dica é estruturar um plano de benefícios atrativo, que vá de encontro às necessidades dos funcionários e seja realmente competitivo. Não basta simplesmente oferecer o que todos já oferecem, é preciso pensar como ir além.

Um ótimo exemplo é em relação aos cuidados com a saúde mental. Por muitos anos as empresas ofereceram somente o plano de saúde, mas hoje já há uma mudança neste cenário e várias oferecem também a psicoterapia como um benefício corporativo.

Muitas pessoas gostariam de fazer terapia, mas, infelizmente, ainda é um serviço inacessível para muitos brasileiros. Outros, por sua vez, desconhecem os benefícios das consultas com um psicólogo e nem consideram procurar esse tipo de auxílio.

Quando a empresa assume o seu papel no incentivo aos cuidados mentais, contribui para um time muito mais saudável e motivado. Afinal, o adoecimento psicológico pode afetar drasticamente a produtividade, engajamento e satisfação no dia a dia de trabalho.

Descubra como o Vittude Corporate pode ajudar a evitar a falta de motivação no trabalho

A Vittude conta com soluções para a sua empresa voltadas para saúde mental. Além de realizar palestras e criar conteúdos sobre o assunto, também disponibiliza a psicoterapia como um benefício corporativo.

Funciona assim: a sua empresa oferece um subsídio fixo (total ou parcial) do valor da terapia para os seus colaboradores. Eles podem realizar consultas presenciais ou online com mais de 3500 psicólogos que estão na plataforma da Vittude.

Empresas como Grupo Boticário, SKY, Microsoft, Oracle e Renner são alguns dos nossos clientes que estão inovando no plano de benefícios corporativos. Esta é uma ótima forma de combater a falta de motivação no trabalho e se tornar ainda mais competitivo no mercado.

Converse com um de nossos especialistas para conhecer soluções do Vittude Corporate para sua empresa!

Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo freelancer e LinkedIn Top Voice 2019. Autora de "Sentimentos em comum" e "Lola & Benjamin", escreve para inspirar as pessoas a tornarem seus sonhos reais para que tenham uma vida mais significativa.

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