Escitalopram

Escitalopram: descubra para que serve este remédio

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Escitalopram, ou oxalato de escitalopram, mais conhecido pelo nome comercial Lexapro, é um medicamento antidepressivo pertencente a classe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). 

Primeiramente, confira neste artigo como age o escitalopram, quais os efeitos colaterais e outras informações importantes sobre o uso deste medicamento.

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Para que é indicado o uso de Escitalopram?

O oxalato de escitalopram é indicado para pacientes que precisam de tratamento para os seguintes casos:

Como esse medicamento funciona no organismo?

Escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina. Dessa forma, dentre os antidepressivos da classe ISRS, escitalopram é o mais seletivo, por isso é amplamente recomendado pelos médicos.

O oxalato de escitalopram age no cérebro corrigindo as concentrações inadequadas de neurotransmissores, principalmente a serotonina, que é associada aos sintomas do quadro de depressão, pois atua na regulação do humor e sensação de bem-estar.

Quais os efeitos esperados com o uso do oxalato de escitalopram?

Eventualmente, com o uso do medicamento, são esperados aumento do nível de energia e sensações de bem-estar e diminuição do nervosismo.

Assim, o tempo médio para que o paciente em tratamento se sinta melhor é de duas semanas.

Quais são os efeitos colaterais do uso de escitalopram?

Como todo medicamento, o oxalato de escitalopram pode causar alguns efeitos adversos. Ou seja, nem todos os pacientes apresentarão os efeitos colaterais listados e, na maioria dos casos, os efeitos desaparecem em alguns dias após o início do tratamento. Certamente, fique atento se você apresentar efeitos colaterais e procure o seu médico.

Assim, as possíveis reações adversas do uso de oxalato de escitalopram são:

  • Reações muito comuns – ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento: Náusea; Dor de cabeça.
  • Reações comuns – ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento: Nariz entupido ou com coriza (sinusite); Aumento ou diminuição do apetite; Ansiedade; Inquietude; Sonhos anormais; Dificuldades para dormir; Sonolência diurna; Tonturas; Bocejos; Tremores; Sensação de agulhadas na pele; Diarreia; Constipação; Vômitos; Boca seca; Hiperidrose (aumento da transpiração); Dores musculares e nas articulações; Distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e, em mulheres, dificuldades para chegar ao orgasmo); Cansaço; Febre; Aumento do peso. 

É importante saber antes de iniciar o tratamento com este medicamento:

Contudo, antes de iniciar o tratamento com oxalato de escitalopram, avise ao se médico sobre seu histórico de saúde e sobre a ocorrência dos seguintes casos:

  • Epilepsia. O tratamento deve ser interrompido se ocorrer convulsões pela primeira vez ou ocorrer um aumento das crises convulsivas. 
  • Comprometimento dos rins e fígado. O médico pode ter que ajustar a dose.
  • Diabetes. O medicamento pode alterar o controle glicêmico.
  • Níveis de sódio diminuídos no sangue.
  • Tendência a sangramentos ou manchas roxas.
  • Terapia eletroconvulsiva.
  • Doença cardíaca coronariana.
  • Problemas cardíacos ou ataque cardíaco recente.
  • Baixa frequência cardíaca de repouso.
  • Aceleração ou irregularidades dos batimentos cardíacos.
  • Problemas de dilatação das pupilas. 
  • Em caso de alergia a qualquer componente da fórmula, o uso do medicamento não é indicado. 

Inegavelmente, no início do tratamento com escitalopram, o paciente deve evitar dirigir e operar máquinas perigosas até se certificar que o medicamento não lhe causa diminuição do estado de alerta.

Gravidez e amamentação

Antes de iniciar o tratamento com escitalopram, informe ao seu médico se você está grávida ou pretende engravidar. Porque o uso deste medicamento não é indicado para gestantes, pois pode causar sérios danos ao bebê.

Semelhantemente, a amamentação também não é indicada no caso em que a paciente utiliza o medicamento oxalato de escitalopram.

Interações medicamentosas

Escitalopram não pode ser utilizada por pacientes que, nos últimos 14 dias, fizeram uso de inibidores de monoamidoxidase (IMAO) – um tipo de antidepressivo.

Contudo, em caso de substituição do escitalopram para antidepressivos do tipo IMAO, o escitalopram deve ser descontinuado, no mínimo, 7 dias antes.

Principalmente, informe ao seu médico se estiver utilizando qualquer tipo de medicamento, mesmo os que são vendidos sem receita médica.

Pensamentos suicidas ou agravamento de condições psicológicas

É comum que o paciente tratado com antidepressivos comece a ter, no início do tratamento, recorrência de pensamentos suicidas e de causar ferimentos a si próprio. Semelhantemente, podem ocorrer também oscilações de humor, ansiedade, dificuldade em permanecer em pé, transtorno bipolar do humor, entre outras mudanças no comportamento.

Ou seja, o paciente, pessoas próximas, familiares e cuidadores devem ficar atentos a esses sintomas e informar ao médico imediatamente.

Posologia e como tomar o medicamento escitalopram

O medicamento deve ser administrado por via oral, uma única vez ao dia, a qualquer momento do dia, de preferência no mesmo horário. Todavia, pode ser ingerido com ou sem alimentos, com o auxílio de água para engolir e não podem ser mastigados.

Posologia para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão

A dose recomendada é de 10mg ao dia. No caso de o paciente não apresentar melhoras, em um período de 2 a 4 semanas, o médico pode aumentar a dose até 20mg ao dia. Assim, após melhora no quadro psicológico, o tratamento deve ser continuado por pelo menos 6 meses, para consolidação do resultado.

Posologia para o tratamento do transtorno no pânico

Na primeira semana, o paciente deve iniciar o tratamento com 5mg ao dia. Então, a partir da segunda semana, a dose é aumentada para 10mg ao dia. Entretanto, se o médico achar necessário, pode aumentar a dose até 20mg ao dia.

Finalmente, a melhora dos sintomas ocorre em até 3 meses após o início do tratamento.

Posologia para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. Porém, o médico pode achar necessário aumentar a dose até no máximo 20mg ao dia.

Para consolidação da resposta, é recomendado continuar com o tratamento por pelo menos 3 meses. Porque alguns pacientes apresentam melhores resultados com o tratamento por 6 meses, o médico deve avaliar a resposta individual caso a caso.

Posologia para o tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia social)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. Assim, dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser diminuída para 5mg ao dia ou aumentada até no máximo 20mg ao dia, o médico deve avaliar individualmente.

O alívio dos sintomas ocorre em aproximadamente 2 a 4 semanas. Contudo, para consolidação dos resultados, o tratamento é recomendado por no mínimo 3 meses. Assim, o médico pode considerar que o paciente permaneça em tratamento por até 6 meses.

Posologia para o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. Porem, o médico pode achar necessário aumentar a dose até no máximo 20mg ao dia.

Por se tratar de uma doença crônica, o tratamento pode ser continuado por vários meses. Similarmente, o médico deve avaliar cada caso individualmente para ajustes na dosagem.

Posologia para pacientes idosos (acima de 65 anos)

A dose inicial recomendada para pacientes idosos é de 5mg ao dia. O médico pode recomendar aumentar a dose até no máximo 10mg ao dia.  

Crianças e adolescentes (menores de 18 anos)

Escilatopram normalmente não é recomendado para crianças e adolescentes. A recorrência de pensamento suicidas é maior nessa faixa etária ao fazer uso do medicamento escitalopram. Pode ocorrer também oscilações do humor, hostilidade, agressividade e raiva.

Caso o médico prescreva o medicamento para menores de 18 anos, ele deve ser informado se alguns desses sintomas surgirem ou piorarem.

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Duração do tratamento com Escitalopram

Como ocorre com todo medicamento para transtornos psicológicos, a melhora dos sintomas pode ocorrer com algumas semanas.

A duração do tratamento é individual, porém, normalmente, o tratamento é indicado por até 6 meses. 

Em caso de depressão recorrente, o uso do escitalopram é recomendado por vários anos, para evitar novos episódios. 

O tratamento não deve ser descontinuado sem consultar o médico. O médico pode recomendar que a dosagem seja diminuída gradativamente até que pare de tomar por completo. 

Quando o tratamento é interrompido repentinamente, o paciente pode apresentar sintomas adversos, como: sensação de tontura, sensação de agulhas na pele, sensações de queimação e choques elétricos, alterações do sono (pesadelos, dificuldades para dormir), ansiedade, dores de cabeça, náuseas, hiperidrose, inquietude ou agitação, tremores, confusão mental, desorientação, inconstância emocional, irritabilidade, diarreia, alterações visuais, palpitação.

O que fazer em caso de superdosagem?

Em caso de superdose de escitalopram, o médico deve ser consultado imediatamente, mesmo se não houver sensação de desconforto ou sinais de intoxicação. 

Podem ocorrer os seguintes sintomas, em caso de superdose: tonturas, agitação, vômitos, convulsões, coma, náusea, mudança no ritmo cardíaco, diminuição da pressão arterial e alteração no equilíbrio líquido/sal do corpo.

O que fazer em caso de esquecimento da dose de escitalopram?

Em caso de esquecimento da dose recomendada, o paciente pode tomar a dose esquecida ao se lembrar a noite, antes de dormir. No dia seguinte, o paciente deve tomar a dose em horário habitual.

Se o paciente se lembrar no meio da noite ou pela manhã, deve ignorar a dose esquecida e tomar a dose recomendada para o dia. 

Nunca tome duas doses de uma única vez para compensar o esquecimento. 

Oxalato de escitalopram é amplamente recomendado para o tratamento da depressão recorrente e outros transtornos psicológicos. 

Sua eficácia é comprovada e o medicamento apresenta poucos efeitos colaterais. Fique atento ao modo de usar para que o sucesso no tratamento seja alcançado e para evitar efeitos indesejados. 

Lembre-se: consulte o seu médico para garantir que as informações exibidas aqui se apliquem às suas circunstâncias pessoais. 

Psicoterapia e Medicamentos

O uso de medicamentos pode ser uma ótima opção. Contudo, o ideal é que esse tratamento seja combinado com o acompanhamento psicológico. Pesquisas comprovam que a combinação de ambos é o que gera maior resultado. A psicoterapia garante um cuidado geral e contínuo para o paciente.

A Vittude é parceira de inúmeros psicólogos especialistas relacionados aos percalços envolvendo tal medicamento, que atendem adultos, adolescentes e crianças. E aí, que tal marcar uma consulta? 

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.