escitalopram

Escitalopram: descubra para que serve este remédio

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Escitalopram, ou oxalato de escitalopram, mais conhecido pelo nome comercial Lexapro, é um medicamento antidepressivo pertencente a classe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). 

Confira neste artigo como age o escitalopram, quais os efeitos colaterais e outras informações importantes sobre o uso deste medicamento. 

Para que é indicado o uso de Escitalopram?

O oxalato de escitalopram é indicado para pacientes que precisam de tratamento para os seguintes casos:

Como esse medicamento funciona no organismo?

Escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina. Dentre os antidepressivos da classe ISRS, escitalopram é o mais seletivo, por isso é amplamente recomendado pelos médicos. 

O oxalato de escitalopram age no cérebro corrigindo as concentrações inadequadas de neurotransmissores, principalmente a serotonina, que é associada aos sintomas do quadro de depressão, pois atua na regulação do humor e sensação de bem-estar.

Quais os efeitos esperados com o uso do oxalato de escitalopram?

Com o uso do medicamento, são esperados aumento do nível de energia e sensações de bem-estar e diminuição do nervosismo.

O tempo médio para que o paciente em tratamento se sinta melhor é de duas semanas. 

Quais são os efeitos colaterais do uso de escitalopram?

Como todo medicamento, o oxalato de escitalopram pode causar alguns efeitos adversos. Nem todos os pacientes apresentarão os efeitos colaterais listados e, na maioria dos casos, os efeitos desaparecem em alguns dias após o início do tratamento. Fique atento se você apresentar efeitos colaterais e procure o seu médico. 

As possíveis reações adversas do uso de oxalato de escitalopram são:

  • Reações muito comuns – ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento: Náusea; Dor de cabeça.
  • Reações comuns – ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento: Nariz entupido ou com coriza (sinusite); Aumento ou diminuição do apetite; Ansiedade; Inquietude; Sonhos anormais; Dificuldades para dormir; Sonolência diurna; Tonturas; Bocejos; Tremores; Sensação de agulhadas na pele; Diarreia; Constipação; Vômitos; Boca seca; Hiperidrose (aumento da transpiração); Dores musculares e nas articulações; Distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e, em mulheres, dificuldades para chegar ao orgasmo); Cansaço; Febre; Aumento do peso.

É importante saber antes de iniciar o tratamento com este medicamento:

Antes de iniciar o tratamento com oxalato de escitalopram, avise ao se médico sobre seu histórico de saúde e sobre a ocorrência dos seguintes casos:

  • Epilepsia. O tratamento deve ser interrompido se ocorrer convulsões pela primeira vez ou ocorrer um aumento das crises convulsivas.
  • Comprometimento dos rins e fígado. O médico pode ter que ajustar a dose.
  • Diabetes. O medicamento pode alterar o controle glicêmico.
  • Níveis de sódio diminuídos no sangue.
  • Tendência a sangramentos ou manchas roxas.
  • Terapia eletroconvulsiva.
  • Doença cardíaca coronariana.
  • Problemas cardíacos ou ataque cardíaco recente.
  • Baixa frequência cardíaca de repouso.
  • Aceleração ou irregularidades dos batimentos cardíacos.
  • Problemas de dilatação das pupilas.
  • Em caso de alergia a qualquer componente da fórmula, o uso do medicamento não é indicado.

No início do tratamento com escitalopram, o paciente deve evitar dirigir e operar máquinas perigosas até se certificar que o medicamento não lhe causa diminuição do estado de alerta. 

Gravidez e amamentação

Antes de iniciar o tratamento com escitalopram, informe ao seu médico se você está grávida ou pretende engravidar. O uso deste medicamento não é indicado para gestantes, pois pode causar sérios danos ao bebê. 

A amamentação também não é indicada no caso em que a paciente utiliza o medicamento oxalato de escitalopram. 

Interações medicamentosas

Escitalopram não pode ser utilizada por pacientes que, nos últimos 14 dias, fizeram uso de inibidores de monoamidoxidase (IMAO) – um tipo de antidepressivo.

Em caso de substituição do escitalopram para antidepressivos do tipo IMAO, o escitalopram deve ser descontinuado, no mínimo, 7 dias antes.

Informe ao seu médico se estiver utilizando qualquer tipo de medicamento, mesmo os que são vendidos sem receita médica. 

Pensamentos suicidas ou agravamento de condições psicológicas

É comum que o paciente tratado com antidepressivos comece a ter, no início do tratamento, recorrência de pensamentos suicidas e de causar ferimentos a si próprio. Podem ocorrer também oscilações de humor, ansiedade, dificuldade em permanecer em pé, transtorno bipolar do humor, entre outras mudanças no comportamento.

O paciente, pessoas próximas, familiares e cuidadores devem ficar atentos a esses sintomas e informar ao médico imediatamente. 

Posologia e como tomar o medicamento escitalopram

O medicamento deve ser administrado por via oral, uma única vez ao dia, a qualquer momento do dia, de preferência no mesmo horário. Pode ser ingerido com ou sem alimentos, com o auxílio de água para engolir e não podem ser mastigados. 

Posologia para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão

A dose recomendada é de 10mg ao dia. No caso de o paciente não apresentar melhoras, em um período de 2 a 4 semanas, o médico pode aumentar a dose até 20mg ao dia. Após melhora no quadro psicológico, o tratamento deve ser continuado por pelo menos 6 meses, para consolidação do resultado. 

Posologia para o tratamento do transtorno no pânico

Na primeira semana, o paciente deve iniciar o tratamento com 5mg ao dia. A partir da segunda semana, a dose é aumentada para 10mg ao dia. Se o médico achar necessário, pode aumentar a dose até 20mg ao dia. 

A melhora dos sintomas ocorre em até 3 meses após o início do tratamento. 

Posologia para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. O médico pode achar necessário aumentar a dose até no máximo 20mg ao dia. 

Para consolidação da resposta, é recomendado continuar com o tratamento por pelo menos 3 meses. Alguns pacientes apresentam melhores resultados com o tratamento por 6 meses, o médico deve avaliar a resposta individual caso a caso. 

Posologia para o tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia social)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. Dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser diminuída para 5mg ao dia ou aumentada até no máximo 20mg ao dia, o médico deve avaliar individualmente. 

O alívio dos sintomas ocorre em aproximadamente 2 a 4 semanas. Para consolidação dos resultados, o tratamento é recomendado por no mínimo 3 meses. O médico pode considerar que o paciente permaneça em tratamento por até 6 meses.

Posologia para o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

A dose inicial recomendada é de 10mg ao dia. O médico pode achar necessário aumentar a dose até no máximo 20mg ao dia. 

Por se tratar de uma doença crônica, o tratamento pode ser continuado por vários meses. O médico deve avaliar cada caso individualmente para ajustes na dosagem. 

Posologia para pacientes idosos (acima de 65 anos)

A dose inicial recomendada para pacientes idosos é de 5mg ao dia. O médico pode recomendar aumentar a dose até no máximo 10mg ao dia.  

Crianças e adolescentes (menores de 18 anos)

Escilatopram normalmente não é recomendado para crianças e adolescentes. A recorrência de pensamento suicidas é maior nessa faixa etária ao fazer uso do medicamento escitalopram. Pode ocorrer também oscilações do humor, hostilidade, agressividade e raiva.

Caso o médico prescreva o medicamento para menores de 18 anos, ele deve ser informado se alguns desses sintomas surgirem ou piorarem. 

Duração do tratamento com Escitalopram

Como ocorre com todo medicamento para transtornos psicológicos, a melhora dos sintomas pode ocorrer com algumas semanas.

A duração do tratamento é individual, porém, normalmente, o tratamento é indicado por até 6 meses. 

Em caso de depressão recorrente, o uso do escitalopram é recomendado por vários anos, para evitar novos episódios. 

O tratamento não deve ser descontinuado sem consultar o médico. O médico pode recomendar que a dosagem seja diminuída gradativamente até que pare de tomar por completo.

Quando o tratamento é interrompido repentinamente, o paciente pode apresentar sintomas adversos, como: sensação de tontura, sensação de agulhas na pele, sensações de queimação e choques elétricos, alterações do sono (pesadelos, dificuldades para dormir), ansiedade, dores de cabeça, náuseas, hiperidrose, inquietude ou agitação, tremores, confusão mental, desorientação, inconstância emocional, irritabilidade, diarreia, alterações visuais, palpitação.

O que fazer em caso de superdosagem?

Em caso de superdose de escitalopram, o médico deve ser consultado imediatamente, mesmo se não houver sensação de desconforto ou sinais de intoxicação. 

Podem ocorrer os seguintes sintomas, em caso de superdose: tonturas, agitação, vômitos, convulsões, coma, náusea, mudança no ritmo cardíaco, diminuição da pressão arterial e alteração no equilíbrio líquido/sal do corpo.

O que fazer em caso de esquecimento da dose de escitalopram?

Em caso de esquecimento da dose recomendada, o paciente pode tomar a dose esquecida ao se lembrar a noite, antes de dormir. No dia seguinte, o paciente deve tomar a dose em horário habitual.

Se o paciente se lembrar no meio da noite ou pela manhã, deve ignorar a dose esquecida e tomar a dose recomendada para o dia. 

Nunca tome duas doses de uma única vez para compensar o esquecimento. 

Oxalato de escitalopram é amplamente recomendado para o tratamento da depressão recorrente e outros transtornos psicológicos. 

Sua eficácia é comprovada e o medicamento apresenta poucos efeitos colaterais. Fique atento ao modo de usar para que o sucesso no tratamento seja alcançado e para evitar efeitos indesejados. 

Lembre-se: consulte o seu médico para garantir que as informações exibidas aqui se apliquem às suas circunstâncias pessoais. 

Psicoterapia e Medicamentos

O uso de medicamentos pode ser uma ótima opção, mas o ideal é que esse tratamento seja combinado com o acompanhamento psicológico. Pesquisas comprovam que a combinação de ambos é o que gera maior resultado. A psicoterapia garante um cuidado geral e contínuo para o paciente.

A Vittude é parceira de inúmeros psicólogos especialistas relacionados aos percalços envolvendo tal medicamento, que atendem adultos, adolescentes e crianças. E aí, que tal marcar uma consulta? 

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.