o que significa empatia

O que significa empatia? Saiba que ela é crucial para seu negócio

  |  Tempo de leitura: 9 minutos
Clique e encontre seu psicólogo !

O que significa empatia nos negócios? Em quais setores ela pode ser aplicada? De que formas essa habilidade impacta nos resultados?

Neste texto, indicamos exemplos que ilustram como a prática da empatia pode levar você ao sucesso, aperfeiçoando serviços, produtos e processos diversos. 

Siga a leitura e descubra como transformar a empatia em uma ferramenta estratégica!

Empatia: a melhor habilidade a se desenvolver

Ser empático é, em resumo, saber se colocar no lugar do outro. Adotar sua perspectiva, para melhor compreender necessidades, desejos, gostos e dificuldades.

Quando conseguimos decifrar o ponto de vista alheio, nossas respostas se tornam mais assertivas — o que configura o objetivo primordial de toda e qualquer empresa.

Independente do produto ou serviço que você ofereça, já deve ter percebido que não basta garantir qualidade em matérias-primas e tecnologia. Seu foco deve ser o cliente, que norteia todas as etapas de desenvolvimento.

As ciências do consumo deixam essa perspectiva em destaque. Livros, artigos, cursos, ferramentas… tudo aponta para a necessidade de privilegiar a pessoa disposta a pagar pelo item oferecido.

Essa lógica não é nova. Porém, no cenário atual — marcado pela concorrência acirrada e gigantesca variedade de opções no mercado —, ela alcança uma importância inédita, destacando-se como estratégia a ser perseguida com forte embasamento.

Não basta supor o que o cliente procura. É necessário saber o que irá encantá-lo, o que tornará sua marca memorável e recorrente nas buscas de seu consumidor.

O que significa empatia nesse recorte?

Significa a base dessa conexão, desse vínculo entre empresa e cliente. Afinal, a habilidade de se colocar no lugar do outro, com propriedade para interpretar suas demandas e preferências, é o que permite que o negócio estabeleça a comunicação ideal, eliminando investimentos incoerentes com a personalidade do consumidor.

Sem dúvida, para atingir tal êxito, é crucial muita pesquisa. O grande incentivo é o aprofundamento nas particularidades do cliente. Não apenas conhecer sua idade, classe social e profissão, mas enxergá-lo como um indivíduo complexo.

Informações como músicas que escuta, viagem dos sonhos, perfis de redes sociais que segue, meios de transporte que utiliza, vocabulário com o qual se expressa, esporte que pratica, causas com as quais se envolve… são mais eficientes para compreendê-lo do que conhecer seu status financeiro.

Comece a pensar em seu negócio como uma boa conversa. Sua função é ser um excelente ouvinte, que escuta e interpreta tudo o que seu consumidor tem a dizer. 

Dirija seus esforços no sentido de descobrir, com maior precisão possível, quem é seu interlocutor. O que ele pensa, sente e persegue. 

Afinal, se o seu negócio pretende ser uma resposta, primeiro deve se certificar de identificar a qual pergunta irá servir.

Clique e encontre seu psicólogo !

O que significa empatia no design?

Imagine uma empresa cujo produto é a criação de sapatos. Para conceber sua produção, ela pode se pautar por pesquisas de tendências, buscar inspiração em modelos bem aceitos no mercado, contratar um designer criativo e talentoso.

Mas isso basta para garantir o sucesso de suas vendas? Se a empresa não conhecer, em primeiro lugar, quem é seu potencial cliente, pode ver perfeitos pares de sapatos encalhar em prateleiras, sem acordar para os motivos dessa impopularidade.

O design — do produto, da marca, da embalagem… — deve ser empático. Não apenas bonito e bem elaborado. Precisa responder necessidades reais.

Lembre: não imponha uma resposta sem investigar as perguntas! Esqueça o que você acha, acredita, aprecia. Dedique-se a analisar a cultura do seu cliente, não a sua. 

Seu produto é reflexo do interesse que manifesta pelo consumidor. Quando ele opta por um item, privilegia aquele que demonstra maior sintonia com seu estilo de vida. O design precisa traduzir essa conexão. Quanto mais evidente for a empatia entre produto e cliente, maior sua viabilidade comercial.

O que significa empatia em vendas?

Pense em sua experiência como consumidor. Existem espaços que você frequenta com maior fidelidade, não é mesmo? Já parou para ponderar os motivos que legitimam sua escolha?

Você prefere os lugares onde se sente bem. Onde encontra empatia entre suas vontades e o que é oferecido. Onde sua personalidade é acolhida e bem atendida.

Nos sentimos satisfeitos na medida em que nossos objetivos são contemplados. Nem sempre sabemos exatamente o que procuramos. O papel do vendedor é enxergar, através das pistas que somos capazes de revelar, quais soluções seriam mais adequadas aos nossos intuitos.

Um bom vendedor conquista. Ele não pergunta se pode ajudar, mas sim como pode ajudar. 

Note que um dos principais adjetivos usados para elogiar a performance de um vendedor é apontá-lo como “atencioso”. E atenção é um dos mandamentos da empatia.

Saber vender é saber ler o cliente

Exige destreza de interpretação, capacidade de relacionar produtos e serviços com necessidades nem sempre explícitas. O bom vendedor promove encontros entre desejos subjetivos e seus objetos complementares.

Enfim, mais do que conhecer os recursos dos produtos, o profissional da área de vendas precisa ser um dedicado conhecedor de pessoas. Deve ser um “entrevistador” nato e sutil, com capacidade de realizar inferências assertivas. 

Agradar um consumidor não é apenas cercá-lo de gentilezas ou passar o máximo de informações em tempo recorde. É fundamental saber ouvir mais do que saber falar. A simpatia pode até ser apreciada. Mas é a empatia que garante a venda.

O que significa empatia em marketing?

O marketing comunica. Para tanto, precisa ser um elo entre o que é promovido e a quem se dirige a mensagem de divulgação.

Quando o marketing conhece as particularidades de seu destinatário, consegue enviar mensagens que não serão ignoradas. Porque acontecerão no momento certo, com linguagem oportuna e conteúdo pertinente.

O marketing efetivo explicita o que significa empatia em relação ao nicho de mercado. Veja como os esforços dos profissionais da área centram-se nessa premissa. Eles se dedicam a investigar, a fundo, quem é o cliente ideal de uma empresa para, então, elaborar estratégias de comunicação.

No marketing contemporâneo, o cliente ideal — chamado persona — ganha nome e sobrenome, hobbies, endereço, sonhos, frustrações, ídolos, humor, referências de estilo. Isso permite imaginar a pessoa “do outro lado” da mensagem transmitida, com maior propriedade e, consequentemente, com superiores chances de acerto na abordagem escolhida.

Foco no cliente

Dispendiosas campanhas de marketing podem trazer resultados desastrosos quando ignoram — ou conhecem pouco — o comportamento dos consumidores aos quais se dirigem. Novamente, não basta investir em estratégias nas quais “todo mundo” aposta. É preciso focar no perfil específico do cliente que se objetiva atrair, adotando a estratégia direcionada ao nicho, não ao todo.

Não adianta patrocinar anúncios no Facebook se o seu cliente não estiver lá. Não funciona contratar a celebridade do momento para ser o rosto de sua campanha, se o seu consumidor não compartilhar dos valores que o tal famoso representa. Tampouco é favorável copiar a linguagem engraçadinha da empresa que você admira, sem antes saber se o seu interlocutor sinaliza empatia por essa forma de obter informações.

Ou seja, esqueça o que você presume, o que você pratica e escolhe. O marketing deve conversar com o ponto de vista do cliente ideal, não com o seu critério de bom e belo. 

Em cada passo, interrogue como a empatia se faz presente. Confira a sintonia entre o que é veiculado e a identidade daquele que você precisa encantar. O sucesso de uma mensagem é proporcional ao respeito que ela imprime em relação ao gosto do interlocutor ao qual se dirige.

O que significa empatia em inovação?

A inovação pertinente é, justamente, aquela que se origina na empatia. A novidade não pode ser superficial: precisa sanar uma dificuldade, oferecer um recurso válido.

Ouça as queixas de seus consumidores. Perceba suas “gambiarras” para adaptar produtos às suas necessidades. Descubra porque eles voltam para casa de mãos vazias, após horas num shopping center. 

A inovação facilita um uso, mas também aprimora a correspondência entre um objeto ou serviço e a personalidade de quem paga por ele. Em outras palavras, a inovação consistente é, ao mesmo tempo, uma extensão da identidade do cliente e uma saída surpreendente para suas insatisfações.

Na verdade, se quisermos entender o que significa empatia nos negócios, basta observarmos as inovações em produtos que adquirimos ou temos o intuito de comprar. Destacamos como elas facilitam nossa vida, expressam nossas inclinações de gostos, se adequam ao nosso dia a dia.

Olhe ao redor e preste atenção

Observe os itens que lhe cercam neste exato momento. Veja como cada um deles indica uma resposta às suas necessidades. Perceba, também, o que lhe faz pensar em substituições. Há sempre uma razão — subjetiva ou objetiva — em jogo, que você define argumentando a empatia entre as características dos produtos e as suas carências ou busca de soluções.

Quando é você quem precisa pensar em inovações a propor, não esqueça que deve se colocar no lugar do usuário. Inovar sem propósito é sinônimo de perder credibilidade. As alterações devem fazer sentido, devem ser motivadas por causas existentes e demandas factuais. 

Inovação não é engodo. É reflexo de pensamento atencioso diante das ausências ou inadequações percebidas pelos consumidores.

Para desvendar o que significa empatia na prática empresarial é necessário manter o foco no ponto de vista do cliente, em toda e qualquer ação planejada. Quando tiver dúvidas sobre o encaminhamento de seus negócios, adote essa perspectiva: coloque-se no lugar do consumidor ideal de seu produto ou serviço. 

Certifique-se de que você oferece o melhor, de acordo com as expectativas de quem paga pelo recurso oferecido. Acredite: a empatia abre portas que você julgava intransponíveis!

Gostou do post? Então assine nossa newsletter para receber, em sua caixa de emails, notificações de nossos conteúdos e novidades.

Clique e encontre seu psicólogo !

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.