Ansiedade e Pânico - Sintomas e tratamento

Ansiedade e Pânico: Sintomas, Causas e Tratamentos

Ansiedade e Pânico: Sintomas, Causas e Tratamentos
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Assim com a depressão, a ansiedade é conhecida como “doença moderna”. Está associada a um estilo de vida cada vez mais acelerado. Muito mais comum do que se imagina, atinge aproximadamente 30% da população, segundo a OMS. Ansiedade e pânico, saiba mais no texto abaixo.

É fato que nossa sociedade impõe um ritmo veloz como sinônimo de eficiência. E coloca o indivíduo multitarefa como ideal a ser seguido. Além disso, há uma pressão em relação a resultados imediatos. Ao mesmo tempo exige-se a elaboração de metas para o futuro. Desta forma, sobra pouco espaço para que se viva o presente.

Ansiedade e Pânico – Quando a ansiedade se intensifica

Certo nível de ansiedade é considerado normal e contribui para que aumentemos nossos esforços e desempenho.

Certo nível de ansiedade é considerado normal e contribui para que tenhamos expectativa e busquemos sentido para a vida. Trata-se inclusive de reação originalmente instintiva, cuja função é nos alertar e preparar para responder a algo novo e desconhecido. O problema é quando a ansiedade se intensifica a ponto de não ser administrável, gerando sofrimento e prejuízos na rotina diária das pessoas.  É aí que falamos em “pânico”, que são crises de ansiedade. Os principais sintomas são: taquicardia, sudorese, insegurança/medo, falta de ar e sensação de morte iminente (certeza de que está tendo infarto ou mal-estar grave, que poderá levar à morte).

Não se trata de algo racional. Os familiares e amigos argumentam e, na melhor das intenções, insistem que está tudo bem e não há nada a temer. A própria pessoa muitas vezes tem esta consciência (especialmente quando não está em crise). Porém, é muito importante não julgar, desmerecer ou rotular. Apoiar e incentivar a busca por ajuda é um bom começo.


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Como a psicoterapia pode ajudar?

Em um processo de psicoterapia, é possível auxiliar o indivíduo a encontrar um sentido para aquilo que foge ao seu controle. Identificar os gatilhos das crises, além de refletir sobre estratégias de enfrentamento. Os sintomas das crises podem ser parecidos, mas cada caso é um caso, e é revisitando a própria história que a pessoa poderá compreender como chegou ali, e quais as saídas possíveis.

Em casos cujas crises são muito frequentes e intensas, é importante a intervenção psiquiátrica, aliada à psicoterapia. Atividade física e a busca por momentos de pausa (como destinar um tempo a não fazer nada e simplesmente estar consigo mesmo, pensar sobre suas escolhas, inserir práticas de meditação/oração na rotina) costumam ser bons aliados, além de técnicas de relaxamento e acupuntura. Infelizmente a maioria das pessoas só busca ajuda quando as crises já se tornaram incapacitantes.

Prevenir é sempre melhor. A busca por ajuda deve ter como critério um incômodo que parece difícil de manejar por conta própria, independentemente da intensidade.

Se você tem se sentido incomodado com alguns sinais de ansiedade e pânico relatados acima, procure um psicólogo.

 

Lívia Burin, psicóloga pela PUC-SP e parceira da Vittude. É especializada em Psicossomática (PUC-SP) e Psico-Oncologia/Luto (Hosp. Santa Paula). Psicóloga clínica há dez anos. Atua com psicoterapia infantil e adulto, orientação a pais/gestantes. Marque sua consulta!

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