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Fique atento aos sinais de depressão na adolescência

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Muito se fala sobre a depressão e a estimativa de que a doença afete mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. A depressão na adolescência, por sua vez, também é um assunto que ganha cada vez mais atenção, visto que esse é um grupo com grandes riscos de desenvolver a doença.

A adolescência é um período da vida muito conturbado, no qual os jovens passam por diversas situações novas, pressões sociais e sofrem com variações de humor e crises emocionais. Para alguns, é um momento extremamente turbulento, com muitos altos e baixos. Além disso, a desregulamentação hormonal nessa fase também pode ser um dos fatores que tornam desafiador lidar com tantas emoções.

Muitos estudos já foram realizados e podemos dizer que não existe uma única causa para o desenvolvimento da depressão. Trata-se de uma combinação de inúmeros fatores, o que inclui propensão genética e o ambiente no qual a pessoa está inserida. A depressão na adolescência é muito comum justamente porque é um momento no qual o jovem sofre tanto com fatores internos de autoestima e autoaceitação, como todos os fatores externos.

O terreno é fértil para a doença aflorar, mas isso não significa que todos os jovens têm depressão. Vale, no entanto, ficar mais atento durante essa fase para que determinadas situações não sejam capazes de desencadear a doença.

Quais são os sintomas da depressão na adolescência?

A depressão vai além de uma tristeza passageira. É necessário enfatizar a gravidade da doença, pois na adolescência é comum os parentes consideraram muitos dos sintomas frescura ou “drama de adolescente”. 

Por mais que alguns sintomas sejam universais, independentemente da faixa de idade da pessoa, vale ressaltar que existem alguns sinais para se ficar de olho quando o assunto é depressão na adolescência.

1. Queda no rendimento escolar

Esse é um sinal bem específico em crianças e adolescentes que possuem a doença, pois a depressão causa alteração da forma e velocidade do raciocínio, o que consequentemente faz com que o rendimento caia. Além disso, o número de faltas nas aulas também pode aumentar significativamente.

Portanto, quando as notas sofrem mudanças drásticas, é preciso que os pais fiquem atentos. É claro que nem sempre isso significa um quadro depressivo, mas é importante investigar o que há por trás de tais mudanças, principalmente porque as escolas não costumam olhar com tanta atenção para as questões psicológicas que os alunos enfrentam durante o período escolar.

2. Mudanças de comportamento

É muito comum associar a depressão apenas a melancolia e tristeza, no entanto, em alguns casos, as mudanças de humor e comportamento podem estar associadas ao mau humor excessivo e irritação. O adolescente pode se tornar mais rabugento e se queixar sobre não saber o que fazer.

Além de todos esses sinais, é muito comum também a apatia, choro em excesso, baixa autoestima, alteração de apetite e isolamento. No geral, é importante ficar atento a mudanças muito repentinas e que antes não eram recorrentes no dia a dia do adolescente.

3. Desinteresse pelo futuro

Um dos sintomas comuns de quem sofre com a depressão é a apatia e ausência de planos para o futuro. Quando estamos falando de adolescentes, chega uma fase em que é preciso tomar decisões que afetam o futuro profissional daquele jovem, como a escolha do curso e universidade. Normalmente, é um momento de muita empolgação, pois é o início da construção da independência.

É muito comum que a depressão impacte diretamente nessas decisões, pois o adolescente fica apático e desinteressado pelo seu próprio futuro, sem vontade de fazer escolhas com autonomia.

Estamos falando especificamente de casos relacionados à carreira, mas a depressão tem o poder de afetar todas as esferas da vida do adolescente, tirando o seu prazer em realizar atividades que, anteriormente, eram prazerosas. O isolamento, portanto, está muito ligado a apatia causada pelo quadro depressivo.

4. Prazer apenas no mundo virtual

O isolamento leva à desconexão com o mundo real. O jovem perde o interesse em sair com os amigos e familiares, ir às festas e praticar demais atividades que antes lhe proporcionavam prazer. Dessa forma, um dos riscos é que o mundo virtual vire a sua única fonte de prazer.

O adolescente se esconde atrás de uma tela, deixando de viver grandes experiências de vida. É importante, portanto, ficar atento quando o virtual começar a se sobrepor ao real, pois isso pode significar que algo não vai bem.

5. Pensamentos suicidas vs. depressão na adolescência

É claro que nem todos os casos de suicídio possuem uma relação com a depressão, mas a doença não tratada aumenta as chances da pessoa pensar em tirar a própria vida. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte, ou seja, é preciso ficar atento.

Quadros muito graves de depressão podem ocasionar na fala ou no pensamento sobre a morte, pois o adolescente perde as esperanças e não vê mais sentido em viver. Em casos mais extremos, pode ocorrer a automutilação, que também pode levar à morte.

Como prevenir a depressão na adolescência

A prevenção é a melhor maneira de lidar com a depressão. A terapia, por exemplo pode ser uma ótima ferramenta para a fase da adolescência. Independentemente de ter ou não ter sinais de depressão, é altamente recomendável que adolescentes consultem um terapeuta, afinal, questões a serem trabalhadas é que não faltam!

Outro ponto relevante é que os familiares também devem criar um canal de diálogo com o jovem, se colocando à disposição para conversar quando necessário. Em uma fase de tantas turbulências e mudanças, o adolescente precisa se sentir seguro e acolhido em sua casa, com a certeza de que não será julgado o tempo todo por suas emoções e escolhas. O medo de se comunicar com os pais, por exemplo, pode gerar um afastamento nocivo para a relação e para o próprio jovem.

Os pais precisam estar prontos para lidar com as questões que forem surgindo na vida do adolescente e não tratar tudo como “rebeldia sem causa” ou “drama adolescente”. É claro que não podemos generalizar todas as situações, no entanto, é importante que os familiares estejam dispostos a ouvir, aconselhar e procurar ajuda quando necessário.

Por fim, vale também ressaltar que a prática de atividades físicas, uma alimentação saudável, boas horas de sono com qualidade e a construção de laços sociais também são muito importantes para uma vida equilibrada e a prevenção da doença.

Qual é o tratamento para a depressão?

A depressão existe em vários níveis. Quando suspeitar que algo não vai bem, o primeiro passo é buscar a ajuda de médicos especialistas, pois o tratamento irá variar dependendo do diagnóstico.

Em alguns casos, apenas a terapia é o suficiente, no entanto, o tratamento não acontece do dia para a noite. É um processo de médio a longo prazo, pois ao longo das sessões com o terapeuta serão trabalhadas as raízes dos problemas que estão sendo enfrentados. Já em quadros mais graves, pode ser necessária a medicação prescrita por um médico para regular a química cerebral.

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Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo e LinkedIn Top Voice 2019. Autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar. É apaixonada por comportamento humano e pela relação entre corpo e mente. Escreve porque considera o conteúdo uma das ferramentas mais poderosas que existem para provocar reflexões e derrubar barreiras.