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Não basta treinar para uma competição, tem que querer vencer!

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Para vencer uma competição, ganhar uma medalha, estar entre os primeiros colocados claro que você precisa se dedicar aos treinos. E muito. Um atleta tem de dar duro, buscar o seu melhor, abrir mão de uma série de coisas, todos os dias. Faz parte do jogo. Mas não é só isso. Para explicar, vamos começar contando uma história…

Os técnicos esportivos das equipes de extinta Alemanha Oriental, país que fez parte da Cortina da Ferro, executavam programas de treinamento rígidos na preparação de seus atletas para os Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. A intenção era vencer para demonstrar a superioridade do regime comunista. Nesse contexto, os atletas eram vistos como propriedade do Estado. Em razão disso, era comum a utilização de doping bem como a interrupção de gravidez em mulheres atletas com o objetivo de melhorar a performance.

Mas há um dado interessante, relatado por quem conviveu com essas equipes que dominaram o atletismo e a natação de alto rendimento durante décadas. Os treinadores alemães levavam em conta o “sujeito desejante” – aquilo que realmente despertava o desejo do atleta – como fator determinante para fazer coincidir o ápice de sua forma física com sua competição principal.

Era claro para esses técnicos esportivos que não bastava apenas executar com maestria os exercícios programados para vencer uma competição. Ainda que isso desse confiança e segurança geradas ao se cumprir esse ciclo. O atleta necessitava “querer entrar em forma” para realmente entrar em forma.

O que íntima e verdadeiramente o atleta deseja?

Há inúmeros exemplos de recordistas mundiais, atletas reconhecidamente dominantes em suas provas, que não obtiveram o ouro olímpico, que foram derrotados por adversários de menor potencial, mas em melhor forma no momento do evento. Como se, de fato, vence quem quer vencer e não necessariamente o melhor fisicamente.

E na busca por minimizar os riscos de longos períodos de preparação para eventos que ocorrem em periódica escassez, como os Jogos Olímpicos, os exigentes alemães orientais resolveram considerar também essa tão humana variável em seus cálculos: o “desejo” humano. Além do temperamento, que também era levado em conta, os técnicos tinham que descobrir qual a vontade verdadeira, o sonho maior, o desejo íntimo do indivíduo-atleta. Ele queria o recorde mundial, o ouro olímpico, ser campeão em seu próprio país? Isso para não investirem em alguém que, apesar de fisicamente apto, desejaria ser campeão mundial sem nutrir uma paixão verdadeira pelo ouro olímpico. A tática era buscar o atleta certo para cada evento.

Nem sempre o “melhor” está apto a vencer

Racionalmente isso pode parecer absurdo. Mas o desejo é mesmo algo absurdo – e não racional. Pode ser negado, reprimido, mas estará agindo silenciosamente. E pode ser a razão pela qual “o melhor” chegue apenas em segundo ou terceiro lugar. Ou seja, mestres do planejamento esportivo, os alemães orientais, consciente ou inconscientemente, recorreram a outro mestre da língua alemã, Sigmund Freud.  Trouxeram para a preparação esportiva a importância estrutural do desejo nas realizações humanas. Tiveram que manter vivo o indivíduo, o “sujeito desejante” da teoria freudiana, para melhor canalizar a enorme energia psíquica necessária para a alta performance.

Quem faz o que gosta, quem segue os caminhos indicados pelos próprios desejos, tem mais sucesso naturalmente. E é mais feliz.

E você, concorda que querer vencer é tão importante quanto treinar? Acredita que a ajuda de um psicólogo, de uma terapia, pode colaborar com o desempenho esportivo tanto de grandes atletas como de amadores? Compartilhe sua opinião.

Marcelo Prahas, psicólogo parceiro da Vittude, atende crianças, adultos e adolescentes por meio da Terapia Primal e de técnicas de meditação. Marque sua consulta!

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.