Clonazepam

Clonazepam: um medicamento possível para síndrome do pânico

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Clonazepam, medicação pertencente à classe dos benzodiazepínicos, é dos fármacos mais comercializados nos dias atuais.

As doenças psiquiátricas estão cada vez mais presentes no mundo atual. Para aliviar os sintomas desagradáveis que elas podem trazer e evitar que atrapalhem a vida das pessoas, a medicina evoluiu. E, atualmente, há no mercado medicamentos importantes para tratá-las, sendo o clonazepam o principal deles.

Esse medicamento é controlado pelo Ministério da Saúde. Ele foi descoberto por meio de experimentos em animais com crises de convulsão de diferentes tipos. No estudo, constatou-se que o medicamento impede o foco epiléptico, impedindo que este consiga interferir diretamente nas funções do sistema nervoso.

Além disso, inibe inúmeros outros sintomas de transtornos de ansiedade e transtornos do humor. Assim, em maio de 2009, ele se tornou o fármaco mais vendido no Brasil.

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Evidentemente, muitos especialistas recomendam amplamente sua utilização para inúmeros tratamentos. Mas qual é o verdadeiro objetivo de seu uso? Quais são seus efeitos? Quem pode tomar esse medicamento? Há efeitos colaterais e contraindicações? Adquira mais informações neste texto!

O que é clonazepam?

O clonazepam é um benzodiazepínico que se deriva do nitrazepam. Ele é considerado um dos remédios clássicos desse tipo, pois possui uma estrutura molecular mais simplificada, sendo um dos primeiros fármacos que foram sintetizados em laboratório.

Ele é identificado como um remédio de “tarja preta”, o que significa que ele possui alto risco de efeito colateral se tomado de forma irresponsável e sem o acompanhamento de um médico especialista.

Por esse motivo, ele deve sempre ser receitado por um médico qualificado para que, assim, os sintomas indesejados da doença ou distúrbio psicológico sejam tratados, isolada ou conjuntamente com outras medicações.

Geralmente, ele é utilizado no tratamento das crises epilépticas, as ausências típicas e atípicas e os espasmos infantis. No entanto, devido à sua alta eficácia, também é amplamente utilizado como ansiolítico em geral e para tratamento da síndrome do pânico.

Qual a função do clonazepam?

O clonazepam é quase totalmente absorvido após ser administrado de forma oral, com o objetivo de que o paciente trate o distúrbio do pânico, por exemplo, e, assim, consiga prosseguir com sua vida sem que tenha dificuldades. As principais indicações de uso desse medicamento estão relacionadas com os tratamentos de:

  • Distúrbios epilépticos: crises epilépticas mioclônicas, acinéticas, ausênticas típicas (pequeno mal), ausênticas atípicas (síndrome de Lennox-Gastaut); espasmos infantis; crises epilépticas clônicas (grande mal), parciais simples, parciais complexas e tônico-clônico generalizada.
  • Transtornos de ansiedade: ansiedades em geral, distúrbio do pânico com ou sem agorafobia e fobia social.
  • Transtornos do humor: transtorno afetivo bipolar, tratamento da mania, depressão maior.
  • Síndromes psicóticas: tratamento da acatisia.
  • Síndrome das pernas inquietas.
  • Síndrome da boca ardente.
  • Vertigem e sintomas relacionados à perturbação do equilíbrio.

Evidentemente, por ser um remédio controlado, o clonazepam exige receita médica para ser comprado, deve ser administrado por via oral e está disponível em gotas e em comprimidos.

Contudo, no caso de sua versão em gotas, é necessário gotejar o recipiente na vertical e dar pequenas batidas no fundo do frasco para que se inicie o gotejamento. Para facilitar a ingestão, deve-se diluir as gotas em líquido não alcoólico e, em hipótese alguma, ingeri-las diretamente do frasco na boca.

Sua forma mais comumente administrada é em comprimidos. Os excipientes de cada comprimido são a lactose, a celulose microcristalina, o amido, a croscarmelose sódica, o estearato de magnésio e o laurisulfato de sódio.

Lembre-se: ao comprar o medicamento, é importante sempre observar se o lacre não está rompido. Caso esteja, não o utilize e retorne à farmácia.

Após saber quais são os tipos disponíveis no mercado, as pessoas normalmente se perguntam: mas quais as dosagens recomendadas desse medicamento? Acompanhe a seguir!

Quais as dosagens do clonazepam?

É recomendado que o tratamento com o fármaco seja iniciado com doses menores e que, se necessário, essas doses sejam aumentadas com o tempo.

Geralmente, indica-se, para adultos, a dose indicada é de 1 a 5 mg por dia, a depender das necessidades do paciente em relação ao medicamento. Seus efeitos podem ser sentidos após 30 a 60 minutos e sua eficácia permanece por 6 a 8 horas em crianças e por 8 a 12 horas em adultos.

Eventualmente, para distúrbio do pânico, a dose recomendada para adultos é de 0,5 mg por dia, divida em duas doses. Nesse caso, essa dosagem pode ser aumentada gradualmente com adição de 0,25 mg ou 0,5 mg por dia até que os sintomas da crise do pânico estejam controlados e não atrapalhem mais a vida do paciente.

No que diz respeito ao uso pediátrico do medicamento, as doses recomendadas são duas ou três vezes por dia de 0,01 a 0,03 mg a cada quilo, mas não podem ser maiores do que 0,05mg a cada quilo.

Esse benzodiazepínico pode ser tomado de forma individual ou associado com outros medicamentos antidepressivos, como a fluoxetina, por exemplo. Porém, sua inclusão com outro fármaco deve ser extremamente cuidadosa, com a observação da resposta ao tratamento.

Porém, é importante lembrar que doses muito baixas não surtem os efeitos desejados; e que doses muito elevadas podem ocasionar efeitos adversos indesejados. Por esse motivo, é essencial que o médico responsável ajuste a dosagem de forma apropriada e que o paciente a respeite.

Quais os nomes comerciais do clonazepam?

Além de sua marca mais conhecida, o Rivotril, e suas formas genéricas, ele também é comercializado pelos nomes:

  • Clopam
  • Zilepam
  • Navotrax
  • Epileptil
  • Uni Clonazepax
  • Clonotril
  • Clonasun

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais, geralmente, se manifestam no início do tratamento, por conta de sua ação depressiva do Sistema Nervoso Central. Alguns desses sintomas podem desaparecer espontaneamente com a diminuição da dosagem ou conforme o corpo “se acostuma” com a medicação. No entanto, caso isso não ocorra, é extremamente necessário procurar o médico responsável para relatar os sintomas.

Os principais efeitos colaterais e distúrbios do clonazepam são:

  • Sistema imunológico: algumas reações alérgicas foram relatadas, bem como casos de anafilaxia.
  • Endócrinos: em seu uso pediátrico, foi observado o desenvolvimento de puberdade precoce incompleta.
  • Psiquiátricos: amnésia, histeria, insônia, psicose, libido diminuída ou aumentada, ataques de ansiedade, tremor, disforia, labilidade emocional, distúrbios de memória, diminuição da concentração, desorientação e inquietação.
  • Sistema nervoso: lentidão, sonolência, tonturas, ataxia, hipotonia muscular. Em alguns casos, observaram-se cefaleia e aumentos de crises de epilepsia.
  • Oculares: aparência de olho vítreo e distúrbios reversíveis da visão.
  • Distúrbios cardiovasculares: dor torácica, palpitação, insuficiência cardíaca.
  • Sistema respiratório: respiração ofegante, hipersecreção, congestão pulmonar, tosse, bronquite, rinite, dispneia, faringite e congestão nasal.
  • Gastrointestinais: diarreia, gastrite, apetite aumentado ou diminuído, dores abdominais, anorexia.
  • Pele e do tecido subcutâneo: prurido, perda de cabelo, erupção cutânea, urticária, edema facial.
  • Músculo-esqueléticos e do tecido conectivo: já foram relatados casos de fraqueza muscular, lombalgia, mialgia e tensões.
  • Renais e urinários: retenção urinária, cistite, enurese, noctúria e infecção do trato urinário.
  • Sistema reprodutivo: diminuição da libido e disfunção erétil.
  • Perturbações gerais: irritabilidade e cansaço.
  • Lesões: já foram observados casos de quedas e fraturas devido a seu efeito associado a sedativos, por exemplo.
  • Ouvido: otite.
  • Sintomas diversos: febre, desidratação, perda ou ganho de pesa, infecção viral.

Lembre-se de que esse medicamento não pode, de forma alguma, ser ingerido com bebidas alcoólicas ou com outros remédios que podem causar depressão do sistema nervoso central.

O  remédio é indicado para o tratamento de síndrome do pânico?

Sim. Na realidade, o clonazepam é um dos remédios mais indicados para o tratamento desse transtorno de ansiedade. Mas por quê? Bem, esse medicamento ajuda, e muito, na redução dos sintomas de ansiedade. Por esse motivo, quando o paciente o utiliza, ele consegue adquirir confiança para levar uma vida sem sensações e medos desagradáveis.

Quem não pode tomar clonazepam? Há contraindicações?

Pacientes que apresentam alergia a benzodiazepínicos ou qualquer outro componente de sua fórmula não podem, em nenhuma hipótese, fazer uso de clonazepam. Mas quais outros casos em que o remédio não pode ser indicado? Suas principais contraindicações são para pessoas que apresentam:

  • Histórico de hipersensibilidade.
  • Insuficiência respiratória grave.
  • Insuficiência hepática grave.
  • Glaucoma agudo de ângulo fechado.

Observação importante: esse medicamento pode ser utilizado por pacientes que apresentam glaucoma de ângulo aberto, mas somente se a pessoa estiver recebendo terapia apropriada.

Além disso, o uso desse medicamento de forma concomitante com álcool deve ser evitado, pois apresenta grande potencial de aumento dos efeitos clínicos, podendo causar sedação grave e depressão cardiovascular e/ou respiratória com efeitos preocupantes.

Os medicamentos benzodiazepínicos, como o clonazepam, servem para melhorar a vida das pessoas que sofrem com transtornos de ansiedade, por exemplo, a crise do pânico. Para que haja melhora da qualidade de vida, é preciso respeitar as doses recomendadas e sempre consultar o médico especialista caso apareça algum sintoma desagradável.

Agora que você adquiriu maiores informações sobre o clonazepam, não deixe de acompanhar nosso blog para tirar mais dúvidas e ler outras matérias que tratam sobre questões relacionadas à qualidade de vida, à saúde e, claro, à autoestima!

Vencendo a ansiedade

Psicoterapia e medicamentos

O uso de medicamentos pode ser uma ótima opção, mas o ideal é que esse tratamento seja combinado com o acompanhamento psicológico. Pesquisas comprovam que a combinação de ambos é o que gera maior resultado. A psicoterapia garante um cuidado geral e contínuo para o paciente.

A Vittude é parceira de inúmeros psicólogos especialistas relacionados aos percalços envolvendo tal medicamento, que atendem adultos, adolescentes e crianças.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta