Quando acaba a quarentena? 6 dicas para se preparar psicologicamente para o fim do isolamento

Quando acaba a quarentena? 6 dicas para se preparar psicologicamente para o fim do isolamento

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A maioria das pessoas já deve ter se perguntado quando acaba a quarentena. Meses de isolamento social já se passaram e, ao acompanhar as notícias, a situação parece que nunca chegará ao fim. 

É preciso compreender que a pandemia da COVID-19 é um evento inédito para o mundo inteiro. Enquanto adotamos as medidas necessárias para nos prevenir e deixamos as nossas moradias com cautela, pesquisadores trabalham avidamente para encontrar uma cura. 

Profissionais da saúde procuram entender as sequelas deixadas pela doença e psicólogos estudam os impactos da quarentena na saúde mental. Diversos segmentos da sociedade não sabem como reagir às mudanças causadas por esse fenômeno. 

Assim, se você está se sentindo sozinho ou perdido, não se sinta. Ninguém, de fato, tem respostas totalmente concretas. A coletividade de sentimentos talvez seja um dos efeitos positivos da quarentena, pois as pessoas podem saber como as outras se sentem.  

O que se pode afirmar é que a vida como conhecíamos deverá demorar um pouco para retornar. Por isso, é sábio aproveitarmos o agora para nos prepararmos para o “novo normal” após a pandemia. 

Tem previsão de quando acaba a quarentena?

Como a evolução do coronavírus tem sido instável em diversas regiões do planeta, é complicado falar em datas exatas. Em algumas regiões do mundo, como na Europa, acreditava-se que a situação estava contida. 

Porém, algumas atitudes imprudentes revelaram que a flexibilização do isolamento social não significa o retorno aos hábitos antigos. Os casos da doença voltaram a crescer em alguns países devido ao comportamento da população. 

Por enquanto, então, não se pode pontuar quando acaba a quarentena definitivamente. Em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a pandemia provavelmente será “muito longa”. O esperado é que dure, no máximo, dois anos. No entanto, é apenas uma estimativa. 

Dentro desse período, as medidas de prevenção podem se flexibilizar, como já aconteceu em muitas cidades brasileiras, bem como voltarem a ser necessárias.  

Essa instabilidade pode aumentar a ansiedade e o medo da realidade desconhecida, além de desgastar o emocional e o físico devido à necessidade de se readaptar às mudanças constantes. 

Embora os humanos sejam seres adaptáveis, a quantidade de alterações no modo de vida pode frustrar. Por conta disso, podemos aproveitar o maior tempo livre, outro ponto positivo da quarentena, para nos fortalecer emocionalmente e psicologicamente. Dessa forma, conseguiremos lidar com modificações atuais e posteriores em nosso estilo de vida

Impactos da quarentena na saúde mental

Até então, foram observados alguns efeitos da quarentena na saúde mental das pessoas. No decorrer dos meses, pode ser que mais consequências sejam notadas e estudadas.  

O pós-pandemia também deverá ser meticulosamente acompanhado, pois se espera que haja um aumento de transtornos mentais ou agravamento de condições psiquiátricas já existentes. 

O impacto não diz respeito somente à necessidade de permanecer em casa por um longo período. Inclui também eventos repentinos que transformaram a vida das pessoas, como demissões em massa e o afastamento ou o convívio com familiares, além da pausa ou encerramento antecipado de estudos, incapacidade de retornar ao lar em virtude de restrições de viagens, entre outros. 

Quando acaba a quarentena? 6 dicas para se preparar psicologicamente para o fim do isolamento

Confira abaixo alguns dos efeitos da quarentena na saúde mental:

  • aumento de transtornos mentais, como ansiedade, depressão, pânico e estresse pós-traumático;
  • aumento da solidão, especialmente em indivíduos que moram sozinhos e idosos;
  • estresse;
  • medo devido à falta de respostas, a possibilidade de contágio ou escassez de suprimentos básicos, como alimentos;
  • insônia ou má qualidade do sono;
  • mau humor;
  • indisposição;
  • irritabilidade ou raiva, que podem estar associadas ao aumento dos casos de violência doméstica;
  • abuso de substâncias químicas;
  • abuso de álcool;
  • frustração e sentimento de impotência;
  • aumento dos momentos de ócio, o que pode levar ao desenvolvimento de comportamentos autodestrutivos e compulsões.

Como voltar à vida normal quando acabar a quarentena?

Após meses de isolamento social, é normal ter se acostumado (pelo menos, um pouco) com o estilo de vida diferenciado. Quando acabar a quarentena, será necessário ajustar-se ao “novo normal” — termo usado popularmente para descrever a vida pós-pandemia.

É provável que esse período seja composto por alguns hábitos disseminados durante a quarentena. O “normal” como conhecíamos antes poderá demorar a retornar completamente. Portanto, será necessário trabalhar a flexibilidade para acompanhar mais uma série de mudanças

Além disso, a cautela nas primeiras semanas após a liberação do isolamento será necessária até que haja uma vacina para fazer a imunização contra a COVID-19. Os casos observados em outros países de aumento de contaminação devem ser tomados como exemplo. 

Você já pode iniciar a sua preparação, mesmo que não se saiba ainda quando acaba a quarentena ao certo. Desse modo, os sintomas da ansiedade e do estresse serão menos intensos. 

Em seguida, veja algumas dicas de como se preparar!

Exercite a flexibilidade

A fórmula mais eficaz para passar por circunstâncias adversas é ser flexível. Não se apegar demasiadamente ao que está à sua volta o ajudará a aceitar e se adaptar às mudanças sem se estressar. 

Para fazer isso, a compreensão de que a situação atual é passageira se faz muito necessária. Essa, por sua vez, pode se estender para os demais acontecimentos da vida. A angústia, a preocupação, o desespero e o estresse são efêmeros. São marcantes por serem desagradáveis, mas não permanecem para sempre.

Logo, não se apegue aos sentimentos e pensamentos negativos que rondam a sua mente. Desvie o foco para os aspectos positivos para manter o bom humor nesse período de incerteza. Se você não sabe como fazê-lo, pode iniciar com a prática da gratidão

À medida que você agradece pelo o que há de bom em sua vida, passa a valorizar coisas que antes pareciam sem importância. A prática da gratidão em períodos de mudança promove a aceitação da realidade, diminuindo a resistência aos fatores que não podemos mudar. 

Leve o seu tempo para se readaptar

Algumas pessoas demoram mais para se acostumar às alterações ao seu redor que outras. Retornar ao ritmo de vida considerado normal pode exigir mais do psicológico. Não há nada de errado nisso. É apenas um modo diferente de funcionar. 

Não se pressione para retomar todas as atividades de uma vez ou seguir o mesmo ritmo de trabalho. Absorva as mudanças com tranquilidade para não se sobrecarregar com os novos estímulos. Essa dica é válida para qualquer situação inédita ou que desperte a ansiedade. 

Mantenha os bons hábitos adquiridos na quarentena

Higienizar as compras e encomendas com álcool em gel e tirar os sapatos ao entrar em casa são hábitos que nos ajudam a manter a casa limpa. Já lavar as mãos assim que chegar em casa ou fazer uso do álcool em ambientes externos são mais atitudes benéficas para a nossa saúde. 

Vale a pena manter esses e outros hábitos de organização pessoal e de higiene quando acabar a quarentena. 

O isolamento social destacou a importância do convívio em sociedade, nos mostrando como é uma vida com interações limitadas. Sendo assim, o hábito de manter contato com amigos e familiares distantes, ou passar momentos divertidos ao lado da família dentro da própria casa também podem ser mantidos (e devem).

Realinhe os seus objetivos de vida

É provável que alguns dos seus objetivos tenham mudado desde o início da quarentena. Os planos do futuro podem ter se tornado inviáveis devido a uma diversidade de fatores.

Talvez você precise se sentar e analisar os seus objetivos para reestruturá-los conforme a sua nova realidade e perspectiva de vida. 

Em vez de alimentar questionamentos sobre quando acaba a quarentena, aproveite para planejar e pesquisar caminhos para atingir os seus objetivos. Assim, você reduz a ansiedade e a sensação de não ter controle sobre a própria vida. 

Reflita sobre o “novo normal

Passar por uma experiência atípica como essa pode gerar reflexões importantes sobre o modo como estávamos vivendo. Você estava mesmo valorizando o que é realmente importante para você? O que pode ser diferente (e melhor) em sua vida no pós-pandemia? 

Quando acaba a quarentena? 6 dicas para se preparar psicologicamente para o fim do isolamento

Por exemplo, a relação das pessoas com o meio ambiente ficou em evidência durante a quarentena. Os animais se sentiram confiantes para rondar cidades e destinos turísticos que antes eram poluídos e sujos e, com a ausência de visitantes devido ao isolamento, ficaram quase imaculados. Será que as suas ações contribuíam para a degradação ou a preservação da natureza? 

Essas reflexões tendem a ser desagradáveis a princípio, mas podem estimular o fim de comportamentos autodestrutivos e crenças limitantes.   

Procure ajuda psicológica

Procurar ajuda profissional também é uma opção. Se você sente que a ansiedade, o estresse ou o desânimo estão lhe fazendo mal, já pode consultar um psicólogo. Não precisa esperar saber quando acaba a quarentena. O acompanhamento psicológico é sempre mais benéfico quando feito no início do mal estar! 

A terapia pode aliviar as suas preocupações e as sensações ruins oriundas do isolamento social, além de ajudá-lo a se reestabelecer emocionalmente para quando acabar a quarentena.

A Vittude quer ajudá-lo a se preparar psicologicamente para enfrentar o novo normal da melhor maneira possível. Se você ficou interessado, faça uma breve pesquisa pelos psicólogos disponíveis!

O espaço da psicoterapia online é de acolhimento e compreensão, portanto, sinta-se à vontade para marcar uma consulta.

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta