Um psicólogo vittude pode orientar durante a separação na gravidez

A separação na gravidez

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A separação na gravidez tanto pode gerar um enorme estresse quanto um necessário alívio.

Para muitos, a chegada de um bebê é sinônimo de felicidade e maior união entre o casal. Para outros, pode ser um período onde os conflitos afloram com mais intensidade. E, se o casamento já não ia bem, qualquer questão pode virar a gota d’água e até resultar em separação.É difícil não se abalar com essa situação. Por mais insuportável que possa estar a relação. Por mais que a separação se torne um alívio para o casal, o momento implica em sonhos desfeitos e perdas para ambos. Com um bebê a caminho, tudo fica mais delicado e requer ainda mais cuidado.

A espera pelo nascimento do bebê e até mesmo a chegada dele podem mobilizar questões muito primitivas nas pessoas. Aspectos físicos, como por exemplo a mudança hormonal e estética da mulher devem ser observados. Questões emocionais não só da mulher como do homem, além da própria mudança do ambiente para receber o bebê são aspectos que necessitam consideração para que a decisão da separação não seja tomada precipitadamente.

A importância do diálogo na separação

A mulher, nesse período, tem sua atenção e interesse voltados para o bebê. É muito comum nos depararmos com homens lidando mal e entrando em crise com essa mudança. Alguns, apesar de nem sempre assumirem isso, se vêem ameaçados com a gravidez. Isso nem sempre é consciente.

O diálogo nesse momento se faz mais do que necessário. Se já houve conversa e a separação for mesmo inevitável, o ideal é que o casal encare o momento da forma mais equilibrada possível para minimizar os prejuízos e não abalar o bebê que está para chegar. Mas isto é difícil acontecer, pois muitos sentimentos antagônicos estão presentes neste momento e nem sempre o casal consegue enxergar onde está o conflito e perceber suas dificuldades pessoais.

Equilíbrio psicológico

Ter conflitos de qualquer ordem durante a gravidez não é nada bom. Nessa fase, a mulher precisa estar em equilíbrio físico e psicológico. O estresse causado por algumas situações pode fazer com que hormônios como cortisol e adrenalina sejam secretados na corrente sanguínea e provoquem sintomas como a alteração da pressão arterial e batimentos cardíacos, diabetes, diminuição do sistema imunológico, ansiedade, entre tantos outros sintomas que podem interferir na saúde da futura mamãe e do bebê.

No entanto, por pior que o cenário possa parecer para a maioria das pessoas, nem sempre terminar um casamento com um bebê a caminho pode ser ruim. Dependendo do estopim, talvez seja uma possibilidade de retomar a vida, ampliar os horizontes e buscar ser feliz.

É salutar que os pais saibam que o bebê necessita de um bom começo, com um ambiente voltado a atender com serenidade às necessidades que contribuirão para sua saúde psíquica. Por isso é importante que cada um, apesar da dor da separação, tente cuidar de suas questões com o intuito de garantir o equilíbrio deste ambiente, para que possa ser suficientemente bom para o bebê.

Não existem receitas prontas que solucionem o problema da separação. O que funciona para um casal não necessariamente funcionará para outro na mesma situação.

Os acordos são fundamentais para viver em equilíbrio, mesmo separados. Percebo cada vez mais o interesse dos pais em dividir as tarefas com as mães. Isso inclui participar não só da educação, mas também da rotina dos filhos.

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O papel da orientação psicológica na separação

Uma boa alternativa para o casal com dificuldades é buscar orientação psicológica. O tratamento, seja ele individual, em sessões com o casal ou de orientação para a chegada do bebê, podem ser uma saída não só para colaborar para a resolução de conflitos do casal que busca entendimento e pretende continuar casado, mas também caso a separação seja inevitável, a fim de realizá-la da forma mais madura possível, amenizando os conflitos e os danos individuais.

Juliana Vilela Matheys, parceira da Vittude, é especialista em Psicologia da Gravidez, pela UNIFESP.  Atende adolescentes e adultos. Experiência de 15 anos no atendimento de pessoas em sofrimento emocional, passando por processos de perda, luto, conflitos, divórcio, compulsões, adaptações, ou ainda, em busca de autoconhecimento para tratar melhor as questões cotidianas. Marque já sua consulta!

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Artigo atualizado em: 15/10/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.