Menopausa e saúde mental: qual a relação e como lidar melhor com a nova fase?

Menopausa e saúde mental: qual a relação e como lidar melhor com a nova fase?

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A menopausa não é somente uma fase de transformações biológicas na vida das mulheres. Ela também causa modificações psicológicas variadas, as quais podem impactar o comportamento e o bem-estar. 

Uma das principais alterações é percebida no humor. No dia a dia, o estado de humor da mulher intercala entre tristeza, contentamento, irritabilidade, melancolia e angústia. 

Essas oscilações acontecem por conta da redução na produção de hormônios. O estrogênio é o principal responsável pelo ciclo menstrual e, quando a mulher chega nesta etapa da vida, os níveis desse hormônio no organismo reduzem consideravelmente. Dessa forma, a ocorrência da ovulação e da menstruação diminui até deixar de existir. 

Sintomas da menopausa

As principais consequências da redução do estrogênio, entre outros hormônios, na menopausa são as mudanças de humor, ondas de calor, suores noturnos, ansiedade e insônia. A irritabilidade, sobretudo, tende a ser um estado de humor recorrente nessa fase. 

A mulher ainda pode ter ganho de peso, dores de cabeça, redução da velocidade do metabolismo, pele ressecada e depressão. A libido sexual, a lubrificação vaginal e o tamanho dos seios também podem ser afetados. 

Além disso, quando a perimenopausa (fase com maiores alterações hormonais) se prolonga além do período normal, a vulnerabilidade da mulher aumenta e o risco de desenvolver depressão é maior. Em mulheres que já tiveram depressão, o transtorno pode retornar. 

Não é fácil para nenhuma mulher administrar a quantidade de sintomas resultantes das alterações hormonais. Eles podem aparecer gradualmente ou de uma vez, embora nem todos se façam presentes. 

Como fica a saúde mental da mulher nesse período? 

Menopausa e saúde mental: qual a relação e como lidar melhor com a nova fase?

Um tanto instável, se não cuidada devidamente. 

Além dos sintomas, o momento da vida de cada mulher pode acentuar ou suavizar o seu estado de humor. A mulher que precisa lidar com a saída dos filhos adultos de casa, a aposentadoria, a diminuição dos compromissos diários, o aparecimento de uma patologia e a viuvez pode sofrer um pouco mais. 

Portanto, o cuidado com a saúde mental deve englobar todos os aspectos da vida mulher, não somente os que podem resultar diretamente da redução de hormônios. 

A psicologia considera a história de vida de cada indivíduo igualmente importante para o sucesso de todo tratamento médico e psicológico. As pessoas respondem às situações conforme suas experiências e bagagem emocional. Logo, conhecer a história pessoal de cada mulher permite a compreensão de suas reações à menopausa. 

O relacionamento com o marido, filhos, familiares e amigos é outro ponto que deve ser analisado. É normal haver alterações na forma de tratamento de cada indivíduo.

Com as emoções afloradas, falta de sono e memória débil, a mulher no climatério (quando ela passa da fase reprodutiva para a pós-menopausa) pode sentir-se desconfortável em sua própria pele. 

Preciso me conhecer melhor (2)

A falta de controle sobre o corpo pode gerar frustração e elevar a irritabilidade, assim como comentários antagônicos de pessoas do convívio diário. 

Como seu comportamento muda, ela também pode questionar a sua identidade. Esses devaneios, por sua vez, podem originar outros, como a contestação do propósito de vida no período pós-trabalho e pós-saída dos filhos de casa. Quando não respondidos, esses questionamentos podem deixá-la ainda mais desanimada.  

Como viver a menopausa com saúde mental?

Em alguns lugares do Brasil, ainda existem alguns tabus em relação à mulher nesse período. As oscilações de humor, por exemplo, são temidas ao extremo pelas pessoas do convívio social, que rotulam a mulher como “chata” ou “louca”. 

Esse pensamento impede que muitas mulheres na menopausa encontrem qualidade de vida. Convenções sociais cuja utilidade é inexistente devem ser deixadas de lado. É possível ter saúde mental e viver bem durante essa etapa de vida! Para isso, contudo, é necessário recorrer ao auxílio de alguns recursos.

Terapia hormonal

A reposição de hormônios é um dos recursos capazes de ajudar as mulheres com sintomas moderados a intensos. Pode ser feita através da ingestão de comprimidos, aplicação de adesivos na pele e uso de gel. O médico determina quais hormônios serão repostos (estrogênio, ou progesterona e estrogênio combinados) bem como a dosagem e o tempo de uso. 

A mulher interessada em fazer reposição hormonal, portanto, deve consultar um médico para que o melhor método seja escolhido para o seu organismo. Consultas periódicas serão necessárias para avaliar a resposta ao tratamento. 

A terapia hormonal, ou reposição hormonal, reduz com eficácia a intensidade e a frequência das ondas de calor e dos suores noturnos. Outros benefícios são a melhora da satisfação sexual e a prevenção da perda óssea, que pode causar fraturas mais facilmente. 

Todavia, a indicação médica é que a terapia seja feita com a menor dosagem possível e pelo menor tempo possível. Alguns estudos apontam para o agravamento de patologias, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas, e avanço de condições degenerativas durante tratamentos prolongados. 

Terapias não hormonais 

Mulheres que não podem fazer terapia hormonal por apresentarem riscos ou que não desejam seguir com esse tipo de tratamento podem optar por terapias não hormonais. Essas são formadas por medicamentos naturais, prática de exercícios físicos, alimentação balanceada, fitoterapia, acupuntura, yoga, entre outras. 

O estresse é um dos principais causadores de desconforto durante esse período. Ele agrava sintomas físicos e psicológicos, por isso a mulher deve buscar formas de manter o equilíbrio entre a saúde física e mental. Acima de tudo, deve priorizar o relacionamento consigo mesma e desfrutar da própria companhia. 

A partir do momento que optar por uma dessas terapias, a mulher deve comunicar o seu médico. Assim, o profissional poderá acompanhar a sua resposta ao método escolhido para aliviar os sintomas da menopausa.

Ainda não há, de fato, um tratamento não hormonal com capacidade de reduzir todos os incômodos do climatério da mesma forma que a reposição de hormônios. É possível tratar alguns sintomas isolados, como a dificuldade para dormir e a ansiedade, o que, para muitas, pode ser o suficiente. 

Psicoterapia

Menopausa e saúde mental: qual a relação e como lidar melhor com a nova fase?

A psicoterapia é a opção perfeita para cuidar da saúde mental das mulheres na menopausa. O acompanhamento psicológico, na verdade, pode começar antes e ajudar a mulher a lidar tanto com a última menstruação quanto possíveis mudanças psicossociais. 

Os incômodos provenientes da síndrome do ninho vazio, tédio oriundo da aposentadoria ou dificuldade em aceitá-la, mudanças na dinâmica do casamento, modificações na aparência devido ao envelhecimento, redução da força corporal, entre outros, também podem ser resolvidos na terapia. O alívio desses já representa melhora na qualidade de vida das mulheres.

Ter um modo de vida saudável e ativo (conforme as capacidades físicas) é essencial para distrair a mulher dos sintomas das alterações hormonais. Caso eles sejam muito severos, a orientação do médico deve ser buscada para que ela possa se beneficiar do tratamento do corpo em conjunto com a psicoterapia.

Na ocorrência de sintomas de depressão, a visita ao psicólogo é ainda mais necessária! Eles consistem em: 

  • tristeza constante;
  • baixa autoestima;
  • sentimento de desesperança e inutilidade;
  • dores musculares súbitas;
  • fadiga;
  • insônia;
  • desânimo;
  • necessidade de culpar-se por problemas; 
  • pensamentos negativos;
  • pessimismo;
  • alterações no apetite;
  • perda ou ganho de peso drástico;
  • interpretação distorcida da realidade.

Se os sintomas forem muito severos, o uso de um antidepressivo para melhorar o estado de humor poderá ser necessário. Alguns medicamentos desse tipo também ajudam a reduzir as ondas de calor! Para saber o melhor caminho nesse caso, o psiquiatra também deverá ser consultado.

Saúde mental na menopausa com a Vittude

A Vittude conta com um time de psicólogos experientes nas mais diversas abordagens psicoterapêuticas. A plataforma online já conectou milhares de pessoas com esses profissionais da saúde mental, ajudando-as a sanarem os seus incômodos emocionais. 

Providenciamos um ambiente virtual totalmente seguro e confortável para as mulheres buscarem o acolhimento psicológico. Somente você, a paciente, tem acesso à sessão, aos dados e as informações compartilhadas com o profissional. 

Por se tratarem de sessões online, é possível escolher o dia da semana e horário mais confortável para conversar com o psicólogo direto da sua casa. Uma vantagem para quem busca tranquilidade e ética profissional no acompanhamento psicológico. 

Para cuidar da saúde mental de forma prática e eficiente com a Vittude, basta você utilizar a ferramenta desenvolvida para ajudá-la a encontrar o psicólogo mais adequado para o seu perfil, o Vittude Meet, e agendar uma consulta quando for mais conveniente para você. Ela poderá ser realizada tanto pelo computador quanto pelo celular. 

Conversar sobre intimidades pode parecer intimidador à primeira vista, mas não é preciso preocupação. Os psicólogos compreendem essa dificuldade e buscam fazer o paciente sentir-se à vontade, sem pressionar para abordar temas delicados. O acompanhamento psicológico online é feito no ritmo da paciente.

Além disso, caso seja mais confortável conversar sobre assuntos do universo feminino com uma mulher, você pode agendar a consulta com uma psicóloga online!

A menopausa não significa somente o fim do ciclo menstrual e da capacidade de engravidar. Ela representa um novo período de experiências, sentimentos, expectativas e planos futuros para as mulheres. Na terapia, você encontra o apoio e o conhecimento necessários para superar os desafios oriundos dessa fase da vida.

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta