Crise nervosa

Crise nervosa: como controlar as reações emocionais?

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Crise nervosa ou colapso nervoso, é o sinal de que algo está, literalmente, fora de controle, e é preciso estar atento, tanto às causas quanto às consequências desse mal.

Ocorre que, mesmo diante de tantos problemas, conflitos, e até quando lidamos com doenças como a depressão e a ansiedade, por exemplo, possuímos um certo nível de controle sobre nossas emoções. Mas quando chegamos ao ponto de passar por uma crise nervosa, isso demonstra que nossa mente foi gravemente afetada e alguns limites foram ultrapassados.

Por isso, é tão importante reconhecer quais são esses limites e o que pode estar causando um desequilíbrio emocional tão grave. Isso faz com que se perca o controle emocional e se chegue a uma crise de nervos.

Fatores desencadeantes da crise nervosa

Existem diversos fatores que podem levar o indivíduo a uma crise nervosa, e os principais são:

Uma das atitudes mais importantes, e talvez a mais difícil, seja aprender a desenvolver o autocontrole diante de uma crise. Porém, para isso é preciso primeiro aprender a reconhecer quando se está à beira de um colapso nervoso.

Neste artigo, vamos falar sobre como controlar as reações emocionais, além de mostrar de onde surgem as crises de nervos e como é possível identificar o problema, para evitá-lo ou tratá-lo corretamente. Acompanhe!

Qual a origem da crise nervosa?

Uma crise nervosa em si não se trata de uma doença, mas é a resposta do nosso corpo a uma situação de estresse de grande proporção, que acaba sendo muito difícil de ser controlada.

Portanto, ao chegar ao ponto de um colapso, nosso sistema nervoso está apontando o sintoma de algo grave, que pode indicar um problema emocional e mental a ser urgentemente tratado.

Todavia, um estado emocional alterado também pode ocorrer num indivíduo que esteja passando por um período de dificuldades. Isso gera ansiedade e preocupações por diversas questões, tanto pessoais quanto profissionais, e não significa, necessariamente, uma doença.

É por isso que a crise nervosa deve ser encarada como um alerta para que a pessoa busque ajuda e investigue a verdadeira causa desse sintoma, pois o tratamento dependerá muito desse diagnóstico.

Para ficar mais claro quais são as possíveis fontes de um colapso nervoso, listamos alguns dos principais fatores desencadeantes desse tipo de crise:

  • situações de estresse constantes ou permanentes;
  • perdas familiares ou financeiras;
  • uso de substâncias tóxicas;
  • transtornos de ansiedade;
  • problemas neurológicos.

Sinais de que uma crise se aproxima

A crise nervosa é um sintoma carregado de outros sintomas. Ao chegar no ponto máximo de uma situação de estresse e nervosismo, o corpo emite sinais de alerta para “desativar a bomba”. Quando estes sinais não são percebidos ou são ignorados, o resultado pode ser desastroso, acarretando na perda do controle emocional.

Os primeiros sintomas físicos de uma crise nervosa iminente são aumento da frequência cardíaca, tonturas, náuseas e respiração acelerada. Ao chegar no auge da crise, a pessoa pode chorar incontrolavelmente e até mesmo ter um ataque de raiva. Alguns indivíduos apresentam agressividade, outros apenas “travam” diante de uma sensação de medo e fraqueza.

No entanto, os sinais de sobrecarga podem apontar uma crise nervosa através de reações como alteração de hábitos alimentares e do sono. Ou seja, ao evitar compromissos sociais e buscar isolamento, e até mesmo a negligência de tarefas simples do dia a dia.

Por tudo isso, é importante reforçar que a busca por ajuda profissional, médica e psicológica, é a atitude correta a se tomar diante do aparecimento desses sintomas. E igualmente após a ocorrência de uma crise.

Como evitar uma crise nervosa?

Em quaisquer dos casos que possam ocasionar uma crise nervosa, é fundamental fazer uma auto-observação constante. Da mesma forma, tentar procurar ajuda antes de chegar ao ápice do problema.

Como dissemos anteriormente, os sinais são claros, e não se deve negligenciar a presença deles. Infelizmente, muitas pessoas acabam passando por uma, duas… várias crises nervosas até tomarem a iniciativa de buscar a solução para o problema.

Contudo, mais importante do que tratar o problema depois de ocorrido, é saber de que maneira evitar que ele aconteça.

Parece clichê dizer que uma vida saudável, com alimentação equilibrada e exercícios físicos ajudam de forma eficiente no controle emocional. Mas essa é uma realidade que devemos reforçar.

A qualidade de vida e a saúde mental também passam pelos cuidados com a saúde física. Isso porque alterações hormonais, carência de minerais e vitaminas e sedentarismo alteram o funcionamento do organismo e facilitam o surgimento de doenças como ansiedade e depressão, por exemplo.

Da mesma forma, cuidar preventivamente das emoções e sentimentos através da terapia, também evitará que transtornos e crises sejam desencadeados.

Sabemos que a psicoterapia não precisa ser feita somente por quem passa por um problema de saúde mental, mas acima de tudo, como uma procura por autoconhecimento e prevenção de problemas mais graves.

O tratamento psicoterapêutico deve ser uma ser encarado como um exercício para a mente, da mesma forma que qualquer atividade física é um exercício para o corpo.

Crise nervosa no trabalho: e agora?

Infelizmente, o ambiente de trabalho é um dos lugares que mais prejudica a saúde mental de homens e mulheres. O ritmo frenético, a pressão pela produtividade e a velocidade com que é preciso dar respostas e soluções para os mais variados problemas é o que adoece tanta gente e faz com que as crises sejam cada vez mais frequentes.

Isso sem contar que não são raras as vezes onde o próprio chefe é o algoz do funcionário, através da imposição de metas impossíveis, assédio moral ou excesso de rigidez.

E quando nos deparamos com uma crise nervosa em pleno local de trabalho, demonstramos nossa fragilidade e deixamos explícita a existência de problemas emocionais, que expõem a necessidade imediata de solucionar o que quer que esteja nos afligindo.

Por isso, ao sofrer uma crise nervosa no trabalho é necessário contar com a ajuda de colegas para cessar o quanto antes a situação e procurar restabelecer a calma e a irritação diante de uma situação incômoda.

Tentar sempre dialogar e expor de maneira civilizada os problemas e as discordâncias relacionadas ao trabalho podem ajudar a evitar um colapso nervoso. E após passar por uma situação de crise, vale a pena ter uma conversa aberta e franca com os responsáveis pela chefia para buscar auxílio e tentar achar uma saída que não prejudique nenhuma das partes.

O fato é que o próprio indivíduo precisa se reconhecer e exercer o auto controle, mesmo que muitas vezes essa pareça uma tarefa impossível. Acredite: não é!

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Primeiros socorros: o que fazer diante de uma crise?

Tanto para quem vive uma crise nervosa quanto para quem presencia uma, saber quais atitudes tomar e ter uma noção de primeiros socorros pode ser crucial para evitar uma consequência mais grave desse problema.

Mantenha a calma

O primeiro passo é manter a calma e ter uma dose de sangue frio, para tranquilizar a pessoa em crise. Falar pausadamente, com tom de voz calmo é fundamental.

Proporcione conforto

É importante dar à pessoa em crise algum conforto, tentando fazê-la sentar ou deitar, e oferecer água imediatamente. Compressas frias podem surtir um efeito calmante e diminuir a agitação.

Se, no ápice da crise nervosa, a pessoa vier a perder os sentidos, esta deve ser colocada em posição lateral de segurança e ser imediatamente acompanhada até um hospital.

Violência jamais!

Em hipótese alguma use de violência para tentar parar uma pessoa que esteja passando por uma crise nervosa com reações exageradas ou mesmo violentas.

Esbofetear a vítima, sacudir ou tentar prender seus movimentos são atitudes que jamais devem ser tomadas, pois isso pode potencializar os efeitos da crise e, até mesmo, causar um trauma.

Da mesma forma, gritos e xingamentos também não são a forma correta de abordar alguém no meio de uma crise de nervos.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.