Tudo sobre impotência sexual

Tudo sobre impotência sexual

  |  Tempo de leitura: 30 minutos

A impotência sexual, ou disfunção erétil, como também é conhecida, é um tema delicado para os homens. Embora cerca de 25 milhões de indivíduos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, sofram com a patologia, falar no assunto ainda é complicado. As questões envolvidas vão muito além da saúde física. 

A condição surge por volta dos 40 anos, mas em condições excepcionais, jovens também podem desenvolver a doença. Apesar de temida, a impotência não é permanente tampouco inevitável, como muitos pensam.

O diagnóstico não significa que todos os homens, a partir daquele momento da vida, não poderão ter mais relações sexuais. Dependendo do estilo de vida do indivíduo, é possível que esse problema seja superado facilmente ou nem sequer se torne crônico. Tudo depende da forma como o diagnosticado leva a vida.  

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Da mesma forma, a saúde mental masculina costuma ser um tema pouco discutido em conversas. A maioria dos homens ainda descarta qualquer conversa relacionada a sentimentos e emoções, especialmente se estiver associada a um assunto tão desagradável e embaraçoso para eles. 

Contudo, a realidade deveria ser o contrário, pois ambas as conversas são de extrema importância. E frequentemente elas se entrelaçam. Neste artigo você aprenderá tudo sobre impotência sexual e, ainda, sobre o impacto desta na saúde mental dos homens

O que é impotência?

Como conhecida popularmente, a impotência sexual, também chamada de impotência erétil, é a impossibilidade de um homem manter uma ereção satisfatória do pênis. Esta dificuldade interfere nas relações sexuais, tornando-as menos proveitosas. 

É comum que esse cenário ocorra de vez em quando. Embora seja uma situação vergonhosa e frustrante para os homens, uma ou outra falha na ereção não é nada anormal. Isso acontece até com os mais jovens. 

A ansiedade e o estresse são fatores psicológicos, entre muitos, que podem interferir na vida sexual de ambos os gêneros. No caso dos homens, podem dificultar a obtenção da ereção. Porém, poucos têm conhecimento disso e acreditam que o problema é com o órgão sexual. 

No entanto, para existir o diagnóstico de impotência, as falhas nas ereções precisam ocorrer com certa frequência. A dificuldade em mantê-las deve ser percebida, pelo menos, em 75% das tentativas de relação sexual. 

Como ocorre a impotência?

Uma das causas mais comuns para a disfunção erétil é o dano nas artérias. Para o pênis ficar ereto, é necessário um aumento no fluxo de sangue até o órgão. A impotência acontece quando há o comprometimento da circulação sanguínea. 

Para compreender a totalidade do problema, é preciso entender que o pênis possui dois grupos de fibras nervosas. Um é responsável pelos sinais inibitórios e o outro, pelos excitantes. Como implicado nos respectivos nomes, o primeiro grupo dificulta a ereção e o segundo facilita.

Quando a ereção acontece, mecanismos cerebrais transmitem mensagens, através de circuitos formados por neurônios, para as fibras nervosas. Assim, são provocados sinais inibitórios e excitantes, os quais facilitam a condução de sangue pelas artérias até o órgão.

A impotência ocorre uma vez que um fator danoso é identificado em alguma etapa deste processo, o qual pode ter várias origens. 

Para alcançar um diagnóstico, é imperativo fazer uma investigação completa da condição de saúde do homem, principalmente se este apresentar histórico de patologias. 

Quais são os sintomas?

Além da dificuldade para ter ou manter uma ereção, também existem outros sintomas. Estes podem ser facilmente percebidos pelo indivíduo durante as relações ou tentativas de relações sexuais, já que acontecem corriqueiramente. Veja abaixo quais são:

  • Ereção mais flácida;
  • Ejaculação tardia ou precoce;
  • Maior necessidade de concentração para conseguir a ereção;
  • Demora a conseguir a ereção;
  • Redução da libido sexual;
  • Ereções espontâneas, como durante a noite ou pela manhã, reduzidas; 
  • Perda da ereção durante a relação sexual, especialmente se houver mudança de posição; 
  • Redução dos pelos corporais;
  • Alterações na anatomia do órgão, como redução de tamanho ou surgimento de calombos;
  • Fadiga ou cansaço rápido durante a relação sexual.

Como cada indivíduo é único e apresenta um histórico de saúde distinto, os sintomas manifestados podem variar de um paciente para o outro. Apesar disso, os mais comuns (dificuldade para ter ereção, ejaculação precoce e redução da vontade sexual) costumam estar presentes em todos os quadros.

Quais as possíveis causas?

É evidente que uma das causas mais comuns possui origem nas artérias. Porém, danos nos músculos lisos, tecido muscular de contração involuntária e vagarosa, encontrado nas paredes de vasos sanguíneos, e nos tecidos fibrosos, constituídos por longas células de até 15 centímetros, também podem desencadear a impotência.

Essas são, geralmente, lesões ocasionadas devido a uma doença, como diabetes, alcoolismo, esclerose múltipla, doença renal, arteriosclerose, doenças nos vasos sanguíneos, entre outras. 

Assim sendo, se o paciente apresenta alguma das patologias citadas anteriormente, pode desenvolver a impotência futuramente. 

Outras causas resultam de ferimentos nos nervos e artérias, causados por intervenções cirúrgicas, e medicamentos. A disfunção erétil também pode ser efeito colateral de remédios usados no tratamento de doenças, como hipertensão, depressão e úlcera.

Em síntese, as causas são inúmeras, diversas e nem sempre estão relacionadas a alguma alteração no pênis ou no processo biológico responsável pela ereção. É possível que a disfunção tenha origem emocional ou psicológica. 

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Fatores de risco

Já que o processo biológico para ter a ereção envolve o cérebro, hormônios, nervos, músculos e vaso sanguíneos, até mesmo as mínimas falhas em algum estágio deste complexo mecanismo podem ocasionar a impotência. Logo, os fatores de risco são diversos e afetam múltiplas partes do corpo.

Confira abaixo os fatores de risco mais comuns:

  • Consumo exagerado de álcool
  • Transtornos mentais
  • Enfermidades hormonais (diabetes, obesidade, alterações da tireoide, osteoporose)
  • Doenças neurológicas (esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson) 
  • Patologias vasculares (trombose, insuficiência venosa, doença arterial periférica) 
  • Medicamentos (para diabetes, hipertensão, depressão)
  • Tabagismo 
  • Sedentarismo 

Se você é paciente de algumas das doenças mencionadas acima, tire suas dúvidas sobre impotência sexual com o seu médico, caso ainda não o tenha feito. Como o profissional está a par de seu histórico de saúde, poderá esclarecê-lo sobre a probabilidade de desenvolver a doença e métodos de prevenção mais eficazes. 

Como é feito o diagnóstico?

Primeiramente, o urologista conversa com o paciente sobre o histórico de doenças na família e fatores de risco. Por exemplo, se o paciente tiver hipertensão, a patologia precisa ser tratada. Se o paciente for diabético, deve estar em tratamento. É provável que o urologista faça alterações no mesmo para beneficiar o tratamento da impotência igualmente. 

Em seguida, o médico analisa a qualidade e a frequência das ereções. Assim, o paciente precisa detalhar as suas experiências. Muitas vezes, o tratamento é iniciado após a avaliação clínica, sem a necessidade de exames ou verificação do resultado desses.

Entretanto, existem métodos mais aprofundados para investigar a existência da doença. São especialmente importantes para pacientes com fatores de risco e muito jovens. Ademais, os pacientes que não apresentarem melhora com o tratamento inicial podem ter um problema mais grave, passível de investigação. 

Veja abaixo os três exames típicos para diagnosticar a impotência. Com eles, o urologista consegue identificar se o problema é de origem orgânica ou psicológica. 

Ecodoppler peniano

Nesse exame, o pênis é injetado com um medicamento para estimular uma ereção. É, então, medido o fluxo arterial, observado a túnica que reveste os corpos cavernosos do órgão e, por fim, avaliada a própria ereção – se esta foi estimulada sem problemas ou não.

Através deste procedimento, o urologista consegue avaliar a gravidade da disfunção e recomendar a melhor forma de tratamento. 

Teste de tumescência peniana noturna

Realizado com o auxílio de equipamentos, este exame avalia a quantidade, a rigidez e a duração das ereções noturnas. O aparelho mede a ereção do paciente enquanto está adormecido.  

Teste de ereção fármaco-induzido

O procedimento consiste em aplicar medicamentos diretamente no pênis para avaliar a resposta do órgão ao estímulo, bem como a qualidade da ereção. 

O que a saúde mental tem a ver com a impotência?

É comum os homens temerem se aproximar de determinada idade por conta da impotência sexual. À medida que o tempo passa e o corpo envelhece, as histórias de disfunção erétil aumentam. 

Em nossa sociedade, a capacidade de ter uma ereção ainda está relacionada à virilidade ou, em termos populares, a “o quão homem” um indivíduo é. A perda desta aptidão não representa somente uma possível degradação da saúde física ou a chegada da idade avançada, mas também a perda de uma característica definidora da identidade do homem

Certamente, os homens não passam por esta experiência da mesma maneira. Alguns podem não ser afetados pela questão da virilidade e atribuírem significância a outros pontos. Porém, a preocupação com uma possível perda da virilidade ainda está presente em muitos casos de impotência sexual

A saúde mental do homem pode ser afetada tanto antes quanto depois do diagnóstico. Há uma grande possibilidade do diagnosticado desenvolver um transtorno mental em decorrência dos desafios criados pela disfunção. 

Apesar disso, o debate sobre a relação da saúde mental com a impotência costuma desaparecer por completo das conversas entre indivíduos do sexo masculino. Para começar, os homens evitam ao máximo mencionar esta condição, considerada uma ‘fraqueza’ por muitos

Por isso, para compreender a totalidade dos impactos emocionais e psicológicos da disfunção nos homens, é preciso, também, pensar na sexualidade masculina como um todo. 

Questões psicológicas e impotência 

Você, leitor deste artigo, que está sofrendo com este problema ou possivelmente sofrerá com ele, já parou para pensar no estado da sua saúde mental? Ou refletiu sobre a qualidade de suas emoções e pensamentos e como esses fatores influenciam o seu dia a dia? 

É comum que a resposta seja negativa.

No entanto, nunca se precisou falar mais sobre saúde mental do que na atualidade. Os números não mentem. Uma pesquisa da Vittude revelou que 86% dos respondentes possui um transtorno mental

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo têm depressão. Embora as mulheres sejam o grupo mais afetado, os homens também desenvolvem a doença. 

Estes dados demonstram a necessidade de tocar no assunto. Falar abertamente e com maior frequência. 

Os estigmas ao redor da masculinidade, que pressionam os homens a sufocarem seus sentimentos em prol da força e racionalidade, atrapalham o diagnóstico e tratamento de transtornos mentais. Entretanto, são muitos os fatores psicológicos que contribuem para a impotência sexual. Em pacientes com idade inferior a 40 anos, costumam ser a causa principal. 

Fatores psicológicos que contribuem para a impotência

Veja abaixo alguns dos fatores mais comuns que contribuem para o desenvolvimento e possível agravamento da disfunção erétil.  

Ansiedade

A ansiedade é uma das condições mais comuns nos dias atuais. Ela afeta pessoas de todas as idades e pode acarretar o surgimento de transtornos mentais graves, como o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e a Síndrome do Pânico

No caso da impotência, está comumente atrelada à ejaculação precoce. O homem, para não perder a ereção durante o ato sexual e criar uma situação constrangedora, acaba apressando a relação. Com o tempo, esta conduta pode desagradar e gerar comentários. 

Embora esses nem sempre tenham a intenção de ferir, o homem é afetado pelas opiniões da parceira. Novamente, a questão da virilidade. Como o desempenho sexual costuma estar intrinsecamente ligado à masculinidade, o indivíduo pode se sentir inferior e “menos homem”. 

Mas a ânsia de provar a sua capacidade para si mesmo e para a parceria somente alimenta a angústia.

Na próxima relação sexual, o homem pode apresentar ainda mais preocupações mascaradas e procurar estratégias para manter a ereção de forma desajeitada. Em vez de desempenhar da forma desejada, acaba fortalecendo a ansiedade.    

Depressão

A depressão pode ser tanto causa quanto resultado desta patologia. Este transtorno mental possui diversos sintomas, os quais se manifestam de forma única em cada indivíduo. 

Um deles é a diminuição da libido. Logo, a pessoa fica menos interessada em ter relações sexuais. Este desinteresse também pode causar ocasionais falhas em obter uma ereção.

Outro cenário seria o desenvolvimento do transtorno em decorrência da impotência sexual, especialmente se a doença não for diagnosticada com rapidez. Por isso, é importante procurar um médico para confirmar as suspeitas dos sintomas assim que forem notados.

Caso contrário, o indivíduo que sofre com a disfunção pode continuar a alimentar pensamentos e opiniões negativas sobre si mesmo, pois acredita que ele é o problema. Consequentemente, pode agravar a depressão e vivenciar sintomas mais intensos e debilitantes.  

O diagnóstico da depressão é complicado porque as mudanças de comportamento acontecem naturalmente. Geralmente, as pessoas não percebem que estão com depressão, sendo necessário um comentário oriundo de um terceiro sobre a diferença em sua conduta. 

A pessoa com depressão costuma perceber a existência do transtorno através de seus pensamentos negativos, e não de mudanças de sua conduta. É comum que a doença já esteja em um estágio mais avançado neste caso. 

Estresse

O estresse é outra causa muito comum. Atualmente, o cotidiano agitado da maioria das pessoas bem como o constante contato com fatores externos de origem negativa, como telejornais que mostram apenas histórias ruins, têm contribuído para o aumento do estresse.

Rotinas árduas de trabalho são responsáveis por levar diversas pessoas ao esgotamento mental, emocional e até físico. Outros cenários, como rotinas acadêmicas puxadas, também causam o esgotamento

O estresse crônico traz diversas consequências negativas para o corpo e a mente das pessoas. Constantemente cansadas e irritadas, as pessoas estressadas não tem paciente nem ânimo para encontrar pequenos prazeres em suas vidas.

Para os homens, os elevados níveis de cortisol, produzidos pelo estresse, diminuem a produção de testosterona. Com a redução deste importante hormônio sexual, os homens não conseguem desempenhar as funções sexuais como antes. 

Como o estresse também deixa o indivíduo cansado e indisposto para     realizar as tarefas mais simples, também afeta a vontade de ter relações sexuais. 

Vencendo a ansiedade

Baixa autoestima

Homens inseguros apresentam maiores dificuldades no ato sexual. Como em nossa sociedade ainda há muita pressão para o homem desempenhar bem nas relações sexuais, alguns podem se sentir demasiadamente pressionados, causando a insegurança.

Além disso, a infância e a adolescência, as crenças, a capacidade de administrar as emoções são fatores que podem, na vida adulta, resultar em uma autoestima baixa

Na pressa para compensar alguma característica considerada falha, no seu ponto de vista, o indivíduo pode se render ao perfeccionismo inconscientemente. O desejo de não cometer erros está fadado a causar frustração devido à natureza irrealista deste anseio

Timidez

Pessoas tímidas, como um todo, possuem dificuldade de expressar emoções e desejos sexuais. Sendo assim, homens tímidos podem sofrer com mais casos de disfunção erétil. 

Embora a timidez seja uma característica relativamente comum entre as pessoas, a qual pode ser tratada através de terapia, quando esta se torna crônica pode trazer problemas mais sérios para o indivíduo. Por exemplo, é possível que uma pessoa muito tímida desenvolva transtorno de ansiedade ou até mesmo fobia social.

Ou seja, o homem tímido possui maiores probabilidades de se frustrar com relações sexuais insatisfatórias, tendo mais episódios de impotência. 

Culpa

Quando o problema não é tratado da maneira adequada, a recorrência do mesmo pode gerar impasses no relacionamento. O homem acaba sentindo-se culpado por não conseguir manter a ereção, atribuindo toda a responsabilidade da relação insatisfatória a si mesmo. 

Porém, o sentimento de culpa é uma carga pesada para se carregar. Isto é, ele domina os pensamentos das pessoas e, por conseguinte, as emoções. É comum haver explosões de raiva, discussões e episódios de desespero, em que o homem não consegue compreender o que está havendo com ele. 

Para evitar brigas desnecessárias, não permaneça no escuro. Busque uma solução por meio da ajuda médica. Alguns relacionamentos ficam paralisados neste impasse quando, na realidade, o problema já poderia ter ser resolvido.  

Crenças rígidas sobre sexo

As crenças que cultivamos em relação ao mundo, à sociedade, às pessoas e a nos mesmos nos moldam como indivíduos. A educação recebida na infância e adolescência, seja de casa, da escola ou de outras fontes, nos impacta profundamente. 

É a partir desses ensinamentos que desenvolvemos opiniões e pensamentos próprios. Estes, por sua vez, comandam o nosso modo de interagir com o mundo. 

Por exemplo, as mensagens típicas ensinadas aos homens desde criança, de maneira direta e indiretamente, são “homem de verdade possui várias parceiras sexuais” ou “homem tem que aproveitar a vida e namorar muito” ou “homem só pensa em sexo”. 

O homem que absorve essas mensagens ou age de acordo com elas (por vezes, inconscientemente) ou encontra um conflito entre a necessidade de seguir o estilo de vida presente nessas crenças e o seu próprio. 

Em ambos os cenários, o homem pode se deparar com desafios para cultivar uma vida sexual saudável. Ele pode criar tabus em relação ao sexo, ou questionar a própria sexualidade quando passar pela experiência de impotência sexual. 

Esses questionamentos, além de possuírem origem negativa e opressora, contribuem para manter a patologia e alimentam inseguranças.

Conflitos sobre sexualidade

O homem que apresenta dúvidas sobre a sua própria sexualidade, mas, por alguma razão, se recusa a investigá-las, pode vivenciar mais casos de impotência. 

Por exemplo, rapazes jovens que tiveram muitos casos de disfunção, mas desconhecem a origem do problema, podem começar a questionar a sua sexualidade. 

Outro cenário comum é quando o jovem já descobriu a sua sexualidade, mas, para agradar à família ou se encaixar em normas sociais, toma decisões contrárias aos seus desejos sexuais. 

Relacionamentos interpessoais e impotência

A relação com a parceria ou parceiro também deve ser levada em consideração. Isto porque os relacionamentos se constituem de interações de caráter íntimo e demonstrações de afeto entre duas pessoas. Portanto, a qualidade do relacionamento amoroso também interfere na capacidade de o homem ter uma ereção

Não é raro essa discussão permanecer no escuro, mesmo quando o casal não está na mesma sintonia. O desejo de se afastar cresce, mas, por alguma razão, o relacionamento é mantido. 

Pressão familiar ou dos amigos, pressão social para manter as aparências, medo de não encontrar novos parceiros, comodismo, entre outros, são motivos típicos para um relacionamento desagradável se estender além do necessário. 

A qualidade do relacionamento

É comum o homem não conseguir manter uma ereção em um relacionamento que não está mais dando certo. Afinal, o amor, o desejo e a opinião positiva sobre a parceria são fatores que facilitam o ato sexual. 

Por isso, se o homem já perdeu a afeição e a admiração pela parceira e está mantendo o relacionamento apenas por mantê-lo, sem sentimentos envolvidos, é muito provável que não consiga ter relações sexuais prazerosas. 

Se o relacionamento é baseado apenas em atração física, pode ser um problema também, embora este possa parecer o cenário ideal para muitos. Isso porque a relação eventualmente se esgotará. Relacionamentos precisam de mais que desejo sexual para se tornarem fortes.

Quando a felicidade e a satisfação desaparecerem do relacionamento, cabe ao casal, ou ao homem e a mulher individualmente, se questionarem sobre a qualidade do laço compartilhado entre eles.   

O tempo de relacionamento

Relacionamentos duradouros após alguns anos costumam apresentar problemas, como tédio e comodismo. Quando o homem atinge a idade esperada para a disfunção sexual se manifestar, é comum ocorrer uma crise entre o casal.

O homem, com a necessidade de se autoafirmar e perturbado pela degradação da sua saúde, e a mulher, insatisfeita com a mudança na relação ou com o comportamento diferente do homem, resultado da frustração consigo mesmo, costumam engajar em conflitos. 

O indivíduo pode tanto continuar tentando quanto desistir completamente. Seja como for, o importante neste cenário é manter um diálogo sadio entre o casal para que, assim, a crise possa ser superada em conjunto. 

Caso contrário, a saúde mental do homem pode acabar debilitada e os transtornos mentais explanados no item anterior podem aparecer. Nesta situação delicada, cabe ao casal uma postura madura e compreensível para encarar o desafio.  

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Quais são os tratamentos para impotência?

Há uma gama de tratamentos para impotência sexual. Todavia, acompanhado de todos eles, deve haver uma mudança de hábitos. O sedentarismo, as bebidas alcoólicas e o tabagismo são fatores que, além de prejudicarem a qualidade de vida e saúde do indivíduo como um todo, contribuem para o agravamento da doença.

O homem com impotência precisa praticar exercícios físicos regulares e ter uma alimentação saudável, livre de maus hábitos alimentares. O álcool e o tabagismo devem ser consumidos em menor quantidade. Preferencialmente, o indivíduo não deveria fazer uso deles. 

Mas, como esta opção nem sempre é possível em curto prazo, devido ao costume do hábito, o ideal é reduzir o consumo aos poucos.

Além de promover a saúde em casos de disfunção, a atividade física regular promove a perda de peso ou manutenção do mesmo, circulação do sangue, diminuição do colesterol e da glicose, redução do estresse, e controle da pressão arterial. Ou seja, é benéfica para a prevenção e o tratamento de diversas patologias. 

Tratamento medicamentoso

Há alguns medicamentos que podem auxiliar no tratamento da disfunção erétil, como inibidores da fosfodiesterase 5, os quais atuam como vasodilatadores e estimulantes; medicamentos aplicados localmente; e medicamentos para injeção peniana, que são geralmente usados por pacientes com contraindicação à medicação oral ou tópica.

Em caso de déficit hormonal, alguns pacientes fazem a substituição de testosterona. Este tratamento pode ser realizado com cápsulas para o consumo oral, medicamento em forma de gel e medicação injetável. 

Devido a maior gravidade, alguns pacientes necessitam de intervenções mais invasivas, como injeções. No entanto, esse tratamento costuma ser rejeitado pelos pacientes, os quais reclamam do desconforto no momento da aplicação. Esta deve ser feita pelo próprio paciente antes da relação sexual. Entre 5 a 10 minutos, ele consegue ter a ereção. 

O tratamento será decidido pelo urologista. O paciente pode, em qualquer momento, expressar o seu descontentamento ou suas dúvidas em relação ao método escolhido. Recomenda-se, contudo, seguir as orientações médicas para garantir o melhor resultado. 

Tratamento terapêutico 

O tratamento terapêutico pode ser realizado em conjunto com o medicamentoso para pacientes acima de 40 anos, idade em que a doença costuma se manifestar, ou mais jovens. 

Ele pode ser voltado para o tratamento de um transtorno mental específico bem como ser fonte de apoio para auxiliar o paciente descontente com o diagnóstico. 

Este momento difícil pode trazer diversos questionamentos e emoções à tona, os quais podem ser aliviados na terapia. Assim, o paciente aprende a administrar a situação complicada com mais inteligência emocional e previne crises mais atenuadas. 

Se não se sentir à vontade para falar sobre sexo ou suas experiências sexuais no decorrer das sessões com o psicólogo, o paciente não precisa tocar no assunto. Uma conversa sobre os sentimentos é o suficiente. 

O tratamento terapêutico, acima de tudo, tem a intenção de investigar as possíveis causas das apreensões diárias e tratá-las por meio do autoconhecimento e do desenvolvimento de estratégias emocionais para lidar com as situações ou as pessoas que estão causando sofrimento. 

No caso de pacientes com transtornos mentais, o tratamento terapêutico geralmente é voltado para aliviar e tratar os sintomas do mesmo assim como analisar a relação do transtorno com o diagnóstico de disfunção. 

Logo, o tratamento terapêutico traz grandes benefícios para o emocional e o psicológico do paciente. Como visto anteriormente, a saúde mental de pacientes com impotência costuma ser afetada por fatores internos, como crenças cultivadas no interior do indivíduo, e fatores externos, como pressão social. 

Com a terapia, o paciente aprende a lidar com esses fatores e manter o bom humor, a disposição e a alegria até nos momentos mais críticos. 

Ajuda profissional: reestabelecendo o diálogo no relacionamento

Se a impotência erétil estiver afetando em demasia o relacionamento, tornando-o cansativo e desagradável, o casal pode buscar ajuda profissional

Por mais constrangedor que possa parecer falar com uma terceira pessoa sobre problemas íntimos, a terapia de casal costuma ser a solução para múltiplos problemas. Alguns são até bem simples de resolver. Mas, em meio às brigas e jogos de ego, os casais se tornam cegos para as formas de resolução disponíveis. 

É comum o relacionamento ser afetado pela impotência. Há casais que depositam um valor maior sobre o ato sexual e, por conta disso, não conseguem encontrar um meio saudável de dialogar e buscar soluções. 

A terapia orienta o casal na direção correta para que possam trabalhar o problema com inteligência emocional, companheirismo e empatia. Por isso, se o relacionamento estiver fragilizado demais, não hesite em procurar ajuda profissional.  

Tratamento cirúrgico

Como de praxe, o tratamento cirúrgico é sempre o recomendado em último caso. Isso porque intervenções cirúrgicas são traumas para o corpo e, dependendo do quadro clínico, nem sempre são a saída mais vantajosa ou segura para o paciente. 

Um procedimento popular é a implantação de próteses penianas. Elas proporcionam a rigidez do pênis para o ato sexual, pois são colocadas no interior de cada um dos corpos cavernosos do órgão. 

Embora este procedimento seja bem aceito entra a maioria dos pacientes, especialmente os que apresentam certas patologias que dificultam a obtenção da ereção, novamente, ressalva-se a importância de consultar um médico para a definição da melhor forma de tratamento

O paciente pode chegar ao consultório médico desejando esta opção devido aos resultados positivos, porém, pode haver contraindicações desconhecidas que o impeçam de seguir adiante. Não crie expectativas até conservar com o médico e obter o resultado de todos os exames. 

Quais são os mitos populares sobre impotência?

Como muitos homens não costumam procurar orientação ou tratamento médico logo de início, muitos mitos em relação à impotência acabam surgindo de especulações e disseminados pelo boca a boca.

Alimentação desregulada

Um dos mitos mais comuns está associado ao consumo de certos alimentos como a possível causa da impotência. Há quem culpe as frituras, fast food, lanches processados, sal e açúcar pela disfunção. A verdade é que o consumo desses alimentos não causa a patologia de forma direta

Combinados com um estilo de vida sedentário e nada saudável, eles acabam, em longo prazo, contribuindo para o aparecimento da impotência sexual. Porém, não são os causadores desta condição. 

Vasectomia causa impotência sexual

Alguns homens pensam que a vasectomia pode interferir no desempenho sexual ou na libido, porém não existe correlação entre esses fatores. 

A vasectomia é somente um método contraceptivo. O procedimento interrompe a circulação de espermatozoides, que são produzidos pelos testículos, até a vesícula seminal, onde seguem para a uretra. 

Embora o procedimento esteja mais popular, muitos ainda apresentam o medo velado de perder a masculinidade por se tornarem estéreis. Esta crença é errônea já que, do ponto de vista biológico, um fator nada tem a ver com o outro. 

Todo tratamento é invasivo

Nem sempre. Há, como visto no decorrer do artigo, tratamentos de caráter mais invasivo, mas não são todos. De fato, a maioria dos casos pode ser facilmente tratada com medicamentos

Se falhou uma vez, é sinal de impotência

Uma falha para ter ou manter a ereção é comum. Não é um sinal de impotência nem deve ser motivo para alarde. Pelo contrário, é apenas uma condição normal da existência humana e, principalmente, da sexualidade masculina. 

Medicamentos para disfunção prejudicam o coração

Não há comprovações científicas para embasar esta afirmação. Na verdade, muitos medicamentos podem ser usados por pacientes que já sofreram infarto. A única restrição são remédios que possuem nitrato na fórmula. Estes causam a queda de pressão quando combinados com estimuladores de ereção. 

De qualquer forma, qualquer medicamento utilizado para o tratamento de impotência sexual, quando não tomado com responsabilidade e consciência, pode potencializar os efeitos colaterais. A quantidade correta para o consumo deve ser respeitada para que seja possível obter o resultado previsto pelo profissional de saúde e o paciente. 

Existe prevenção? 

Um estilo de vida saudável é a melhor forma de prevenção!

Praticar exercícios físicos com regularidade, consumir álcool, frituras e alimentos processados moderadamente, evitar o consumo de substâncias ilícitas e se alimentar de maneira balanceada são hábitos que, idealmente, deveriam ser cultivados por todos. 

Eles ajudam a prevenir a impotência sexual e uma série de patologias sérias. Em outras palavras, eles são extremamente benéficos para a saúde física e mental como um todo. 

Além disso, as doenças associadas à impotência devem ser tratadas corretamente, o que implica visitas periódicas ao médico.  

Saúde masculina: um adendo

No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres. Eles possuem mais propensão para doenças de coração, câncer, diabetes, colesterol alto e pressão arterial. 

Por conta disso, existem dezenas de campanhas para promover os cuidados com a saúde masculina. Novembro, por exemplo, se tornou o mês oficial da conscientização da saúde do homem. O problema é tão sério que é preciso tocar nele com frequência para que os homens passem a dar ouvidos a ele.

Além do descuido, existe a vergonha, principalmente quando o assunto é impotência. Apesar de muitos se sentirem incomodados com as visitas ao urologista, os profissionais de saúde têm como único objetivo encontrar soluções para devolver a saúde ao paciente.

A relutância, além de ser contraprodutiva, apenas contribui para o desenvolvimento descontrolado de doenças. Já que muitos homens são diagnosticados tardiamente, muitas vezes o tratamento da doença se torna mais complicado ou, na pior das hipóteses, impossível. 

A ajuda consciente

Para modificar este comportamento arredio é preciso ter consciência da importância de consultas rotineiras, mesmo na ausência de doenças crônicas, e da marcação de consulta assim que algum sintoma incomum ou diferença na anatomia do corpo forem percebidos

Crenças como “homem de verdade não vai ao médico” ou “ir ao médico é frescura” devem ser caladas com mudanças de conduta significativas. Por mais absurdas que essas afirmações possam soar para alguns, ainda são muito comuns em nossa sociedade. 

Dependendo do contexto social, são repetidas de forma inconsciente e contribuem para o falecimento precoce dos homens em decorrência do descuido com a saúde.  

Para o bem de todos, a Vittude orienta: não deixe de ir ao médico se acreditar que algo não está certo com a sua saúde.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

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Artigo publicado em Saúde Sexual

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